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Em 1999, quando a internet ainda não era a principal fonte de informação para quase tudo, “A Bruxa de Blair” chegou sorrateiramente à cultura pop. Posando como gravação real, o filme utiliza de uma estética documental para narrar a expedição de um grupo de estudantes de cinema numa floresta. Eles investigavam o mito em torno de uma entidade sobrenatural. Desapareceram. Restaram as imagens.

Nada disso é verdade, mas pouco importa. “Blair” deixou um impacto inegável e construiu toda uma mitologia a partir de quase nada – orçamento barato, câmeras amadoras, gritos no escuro e encenação espontânea. Historicamente, “Holocausto Canibal” (1980) inventou a estética found footage (“gravação encontrada”).

Mas “A Bruxa de Blair” revolucionou e popularizou o estilo, para o bem e para o mal. A recente sequência “Bruxa de Blair” (leia crítica) tem lá seus bmomentos, mas mostra como boa parte dos pupilos do original desgastou essa proposta com repetições preguiçosas e truques baratos.

Abaixo, listamos 5 bons exemplos de filmes que se filiaram ao found footage de maneiras criativas e em outros gêneros para além do terror:

Universal/Divulgação

“A Visita” (2015). Leia crítica
Autor de “A Vila” (2004) e “Sexto Sentido” (1999), M. Night Shyamalan encontrou refúgio no found footage após acumular fracassos de bilheteria e crítica, como o subestimado “Fim dos Tempos” (2008). O diretor consegue embalar comédia, drama e terror na convivência de dois netos com os estranhos avós. Um found footage que transcendeu o subgênero.

Disponível na Google Play, iTunes, Net Now e em DVD e Blu-ray

Universal/Divulgação

“Amizade Desfeita” (2014). Leia crítica
Levando o found footage ao extremo, o filme é todo ambientado na tela do MacBook de uma adolescente. Ela ouve música, flerta com o namorado e conversa com amigos pelo Skype. De repente, o que parecem falhas no computador se revelam intervenções sobrenaturais de uma garota que se matou após sofrer cyberbullying.

Disponível na Google Play, iTunes e Net Now

Warner/Divulgação

“Marcados para Morrer” (2012)
Antes de “Esquadrão Suicida”, David Ayer costumava fazer thrillers ambientados em Los Angeles. No melhor deles, Jake Gyllenhaal e Michael Peña interpretam uma dupla de patrulheiros de rotina que se tornam alvos de um cartel. O personagem de Gyllenhaal filma tudo como parte de um projeto sobre a rotina policial.

Disponível na iTunes e em DVD e Blu-ray

Fox/Divulgação

“Poder sem Limites” (2012)
Três amigos fazem uma descoberta paranormal e adquirem poderes de super-heróis. Eles próprios documentam suas ações como adolescentes travessos criando vídeos amadores. Lá pelas tantas, a própria câmera é manipulada pelos talentos incomuns do trio. O ano de 2012 ainda trouxe outro found footage teen: o filme de farra “Projeto X”.

Disponível na Google Play e iTunes

Artfire Films/Divulgação

“Diário dos Mortos” (2007)
Mestre dos zumbis, George A. Romero aderiu ao found footage para filmar os mortos-vivos sob o ponto de vista de um grupo de estudantes. Eles acham que estão filmando um terrorzinho qualquer. Mas percebem que o trabalho evolui para um documento urgente sobre a realidade quando os monstros invadem a produção.

Disponível na iTunes e Netflix

 

 

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