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O filme “Passageiros” apresenta uma nave com 5 mil passageiros em hibernação, que segue da Terra rumo a uma colônia em outra galáxia, quando, obviamente, a viagem não sai tão bem quanto programada. A receita é fácil: inclua naves espaciais de última geração, problemas no planeta Terra e um anti-herói.

Já seguida em filmes como “Interestelar”, “Perdido em Marte”, “Gravidade” e “Apollo 13”; a ideia de brincar com o ambiente hostil fora da Terra costuma produzir boas bilheterias.

Atenção para possíveis spoilers!

A novidade, em “Passageiros”, é que os personagens causam mais desordem na trama do que os problemas da nave que poderiam matá-los. Jim (Chris Pratt) experimenta a solidão profunda e, em um tipo de “sacrifício da consciência”, para se salvar do desespero, ele precisa sacrificar o futuro e a liberdade de Aurora (Jennifer Lawrence), acordando-a da hibernação 89 anos antes do tempo programado.

O diretor norueguês Morten Tyldum não é tão conhecido e não acumula uma lista enorme de filmes e prêmios. Não há muito o que esperar de sua produção, uma vez que a repercussão de seu trabalho pareceu se iniciar nos últimos cinco anos. Um outro longa notável de sua direção é “O Jogo da Imitação” (2011).

Produto final neutro
O andamento do filme é agradável e os pequenos conflitos entre os personagens vão complementando o problema principal da Starship Avalon.

As cores e a trilha sonora são bem neutros. Nada que altere muito no resultado final. Como na maioria dos filmes hollywoodianos, a grande atração é a história e suas lições de moral. Porém, o episódio da árvore plantada por Jim na esplanada da nave relembra o estranhamento causado por mais de uma hora de filme sem um único pedaço de vegetação ou qualquer elemento natural da Terra.

Apesar de todo o desenrolar da trama, o resultado final é uma sensação de questionamento igual à presente nos primeiros minutos do filme. Eu ficaria sozinho?

 

 

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