Crítica: comédia “Fora do Rumo” reúne Jackie Chan e Knoxville
Novo filme de Renny Harlin (“Duro de Matar 2”) traz Jackie Chan e Johnny Knoxville em comédia de ação ambientada em Hong Kong
atualizado
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“Fora do Rumo” deveria ser uma espécie de renascimento para três figuras que andavam sumidas do entretenimento mainstream. No papel, a redenção parece pronta para funcionar. Renny Harlin, autor de fitas de ação divertidas como “Risco Total” (1993) e “Do Fundo do Mar” (1999), dirige o astro Jackie Chan e o comediante Johnny Knoxville (“Jackass”) em uma aventura pelo oriente.
Seria a combinação perfeita se estivéssemos no começo dos anos 2000, quando estourou a série “Jackass”, ou entre os anos 1980 e 1990, quando Chan emplacava praticamente um hit por ano. Em 2016, já parece um tanto gasta a fórmula da camaradagem entre dois estranhos que se juntam para solucionar ou evitar um crime. Cabe a um bom diretor renovar o formato, como aconteceu na franquia “Anjos da Lei”.
Bem verdade que a direção de Harlin também não se esforça. Coprodução mais concentrada na China e em Hong Kong do que nos EUA, “Fora do Rumo” encontra os personagens em situações distintas. Bennie Chan (Chan) é um detetive obcecado em derrubar um rei do crime que supostamente matou seu parceiro nove anos atrás.
Chan, Knoxville e Harlin: um trio sem sintonia
Outra missão, mais pessoal, é cuidar de Samantha (Fan Bingbing), filha do amigo. Lá pelas tantas, ele é forçado a tirar férias pelo delegado da polícia de Hong Kong. É nesse tempo ocioso que ele esbarra com Connor (Knoxville), um apostador americano metido em confusão com a máfia russa. Enquanto retornam para Macau a fim de derrubar o figurão, eles viram improváveis amigos.
Para quem gosta dos envolvidos, “Fora do Rumo” deixa constatações um tanto tristes. O filme fez sucesso no mercado asiático – até porque é uma produção de lá –, mas para o lado de cá pode significar apenas mais uma tentativa frustrada de voltar ao mainstream.
Chan não faz nada minimamente divertido desde “Espião por Acidente” (2001), e Harlin vem acumulando projetos menores desde o fracasso de “Alta Velocidade” (2001). Sem tantas ambições, Knoxville pelo menos sempre pode pegar um ou outro derivado de “Jackass”, como “Vovô sem Vergonha” (2013).
Avaliação: Regular
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