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Logo no início da clássica animação da Disney, “Dumbo”, uma cegonha meio atrasada se esforça para entregar com segurança sua preciosa encomenda: um elefantinho de orelhas gigantes bastante “especial”. Lenda escandinava presente há séculos no inconsciente de gerações simbolizando o nascimento ganha releitura moderna da Warner com a simpática animação “Cegonhas – A História Que Não Te Contaram”.

No filme, Júnior é uma fera numa empresa de transportes que não entrega mais bebês e sim qualquer tipo de produto que chega ao destino no prazo certo e com segurança. Por isso, será promovido a chefe e sua primeira missão é demitir Tulipa, uma órfã de cabelos ruivos com um passado nebuloso ligado ao fato desse grupo de cegonhas não entregar mais crianças.

Acontece que ele amarela diante da ordem e esconde a menina num abandonada departamento de correspondências. Um dia, ela recebe a inusitada carta de Nando, um guri solitário cansado de mendigar a atenção dos pais workaholics. Daí o seu pedido ser direto e pragmático: quer um irmão. Um desejo atendido quando, sem querer, a dupla Tulipa e Júnior, reativa a máquina de “criar bebês”.

Ausência dos pais na infância
Animação cheia de aventuras engraçadas e personagens carismáticos, “Cegonhas – A História Que Não Te Contaram” aposta na ingenuidade do enredo para falar sobre a ausência dos pais na infância das crianças. O que sempre acontece por excesso de trabalho ou pura negligência. Daí o alerta mais do que pertinente esboçado nas entrelinhas dessa trama.

O pequeno problema das animações de hoje, com todas as belezas de cores, movimentos e perspectivas de imagem, é, à revelia da simplicidade, o exagero nas piadas com foco no público adulto. O que faz algumas passagens dessa produção passarem em brancas nuvens ao entendimento dos pequenos. Gostoso é quando pais e filhos compartilham da mesma diversão.

Cotação: Regular

Confira salas e horários de Cegonhas – A História Que Não Te Contaram”

 

 

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