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A trama de “Assassin’s Creed” envolve sessões de regressão que lembram a realidade virtual de “Matrix” (1999), saltos por telhados na Espanha do século 15 e uma guerra secular entre sociedades secretas.

No papel, a adaptação do famoso game da Ubisoft parece incrível. Um filme ambicioso que mistura especulação histórica com suspense e ficção científica. Os talentosos Michael Fassbender e Marion Cotillard voltam a ser dirigidos por Justin Kurzel, de “Macbeth – Ambição e Guerra”. O elenco ainda reúne os veteranos Jeremy Irons, Charlotte Rampling e Brendan Gleeson.

Na tela, vemos um produto aborrecido e incapaz de divertir. Quando não exibe efeitos visuais bobos de uma águia cruzando as fronteiras entre espaço e tempo ou cenas de ação esquecíveis de tão genéricas, “Assassin’s Creed” perde tempo com longas passagens explicativas para desenrolar a (complicada) trama.

Um filme de videogame… sem o melhor dos videogames
Criminoso sentenciado à morte, Callum Lynch é capturado pela Abstergo, uma corporação especializada em revisitar memórias por meio da herança de DNA. Preso a um aparato que simula uma regressão, Lynch revive as experiências de Aguilar, ancestral distante do tempo da Inquisição Espanhola.

Nosso herói descobre ser membro de uma sociedade secreta de assassinos. Entre o passado e o presente, esse grupo é rivalizado por outra organização secular, os Templários. E você já deve imaginar que as “ligas” guerreiam pelo controle de um artefato mágico: a Maçã do Éden, objeto que contém simplesmente o código genético do livre arbítrio.

A história absurda está longe de ser um problema em “Assassin’s Creed”. Mas tudo o que a rodeia. Da direção solene e empostada de Kurzel, ainda em modo Shakespeare desde seu “Macbeth”, ao ritmo preguiçoso que insiste em se apoiar na atuação dedicada, mas monótona de Fassbender. Falta o principal: a vibração lúdica de um jogo de videogame.

Avaliação: Ruim

Veja horários e salas de “Assassin’s Creed”.

 

 

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