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“Vinte Anos”, documentário sobre histórias de amor em Cuba, foi o destaque da primeira sessão competitiva deste domingo (26/9), no 49° Festival de Brasília. “Cuba é um país único. O filme é uma viagem no tempo, na contramão desses tempos de intolerância que estamos vivendo”, declarou a diretora Alice de Andrade.

“É um filme de amor. Dedico aos personagens que abriram suas vidas a mim. E também à minha mãe, que sofreu muito na ditadura. Ela também quer votar para presidente. Diretas, já, e Fora, Temer”, protestou.

A equipe do curta “Confidente” subiu ao palco para apresentar trabalho, rodado no Rio de Janeiro pelos diretores Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes. “Primeiramente, Fora, Temer”, disse Karen. “Diretas, já”, completou a cineasta.

“Nosso filme surge do desejo de trabalhar com imagens de arquivo para falar de memória. Pesquisamos 900 filmes ao longo de um ano e meio”, disse. “O filme tem imagens que podem provocar epilepsia. Então, se alguém for epiléptico, melhor fechar os olhos”, recomendou Lopes.

“Procura-se Irenice”, documentário paulista sobre uma atleta sufocada pela ditadura militar, também foi mostrado neste domingo (26/9). Marcus Escrivão e Thiago B. Mendonça assinam o filme. “Precisamos construir uma esquerda que não mais participe dessa política. Queremos dedicar aos apagamentos recentes da democracia”, disse Escrivão.

 

 

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