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Se até então as sessões do Festival de Brasília vinham começando com poucos minutos de atraso, o segmento das 21h30 deste sábado se iniciou com 40 minutos de atraso. O longa que fechou a noite, “Antes o Tempo Não Acabava”, também lida com questões indígenas, bem como os já exibidos “O Último Trago” e “Martírio”.

“Muito bom ouvir Amazonas aqui”, disse o diretor Sérgio Andrade. “Isso é fruto da política cultural no Brasil. E isso não pode acabar. Tem muita gente no Norte fazendo filme. Fora, Temer”, desabafou. Ele divide a realização com Fábio Baldo, que leu um breve texto contra o impeachment de Dilma Rousseff. “A liberdade é um caminho sem volta”, declarou.

Baldo também fez um agradecimento a Anderson Tikuna, protagonista do filme. “Obrigado por ter confiado em nós, dois brancos”. A equipe do curta “Abigail”, coprodução Rio de Janeiro e Pernambuco, também subiu ao palco inflamada pelo clima de protestos. “O festival não se esquivou de sua vocação política”, disse a diretora Isabel Penoni, que divide a assinatura com Valentina Homem.

 

 

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Festival de cinema de Brasília
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