*
 

A maratona de sessões duplas continua neste sábado (24/9), no 49º Festival de Brasília. Questões indígenas voltam a ser o centro das atenções em alguns dos cinco filmes. Temáticas como os ambíguos debates entre indivíduo e cidade e relacionamentos também perpassam as atrações no Cine Brasília.

Às 19h, os dois curtas abrem a quarta noite de mostra competitiva com crônicas urbanas. Em “O Delírio É a Redenção dos Aflitos” (PE), Nash Laila (“Amor, Plástico e Barulho”) interpreta a última moradora de um edifício condenado por risco de desabamento. O filme de Fellipe Fernandes passou na Semana da Crítica do Festival de Cannes.

“Estado Itinerante” (MG), produção de Ana Carolina Soares, acompanha o cotidiano de uma cobradora de ônibus entre encontros com colegas e a vontade de escapar do trabalho. Também de Minas Gerais vem o longa “Elon Não Acredita na Morte”.

Longa de estreia de Ricardo Alves Jr., o filme narra as perambulações de um personagem atormentado pelo desaparecimento da esposa. Nas passagens anteriores pelo festival, o cineasta levou prêmios de direção pelos curtas “Convite para Jantar com o Camarada Stalin” (2007) e “Tremor” (2013).

Divulgação

Indígenas entre conflitos e rituais
Duas noites após a exibição de “Martírio”, a questão indígena volta a ocupar o centro do debate no Cine Brasília. No curta “Abigail’, coprodução entre Rio de Janeiro e Pernambuco, a dupla Isabel Penoni e Valentina Homem constrói pontes entre indigenismo e candomblé.

Encerrando o sábado, os diretores Sérgio Andrade e Fábio Baldo apresentam o longa “Antes o Tempo Não Acabava” (AM, foto acima). Um jovem indígena de Manaus escolheu morar no centro, longe das tradições da comunidade onde nasceu. Mas o convite de um pajé deve provocar um reencontro do protagonista com um importante ritual.

Destaques de sábado (24/9) no Festival de Brasília:

11h – Mostra Brasília, entrada franca
“Das Raízes às Pontas” (DF, 20min, livre), de Flora Egécia
“A Repartição do Tempo” (DF, 100min, 14 anos), de Santiago Dellape

14h – Mostra Brasília, entrada franca
“Juraçu” (DF, 12min, 14 anos), do Coletivo Broa de Milho
“Estrutural” (DF, 80min, 14anos), de Webson Dias

16h30 – Mostra Brasília, entrada franca
“Vesti La Giubba” (DF, 14min, 12 anos), de Johil Carvalho
“Cícero Dias – O Compadre de Picasso” (DF, 79min, livre), de Vladimir Carvalho

19h – Mostra Competitiva
“O Delírio É a Redenção dos Aflitos” (PE, 21min, livre), de Fellipe Fernandes
“Estado Itinerante” (MG, 25min, livre), de Ana Carolina Soares
“Elon Não Acredita na Morte” (MG, 75min, 16 anos), de Ricardo Alves Jr.

21h30 – Mostra Competitiva
“Abigail” (RJ/PE, 17min, livre), de Isabel Penoni e Valentina Homem
“Antes o Tempo Não Acabava” (AM, 85min, 16 anos), de Sérgio Andrade e Fábio Baldo

49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Até terça (27/9), no Cine Brasília (Entrequadra 106/107 Sul, 3244-1660). Mostra competitiva: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Entrada franca em mostras paralelas e sessões especiais. A classificação indicativa varia de acordo com os filmes. Programação completa e agenda de reprises no site oficial.

 

 

COMENTE

festival de brasíliacine brasíliafestival de brasília 201649º festival de brasília
comunicar erro à redação