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Começou com atraso de uma hora a cerimônia de abertura do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A noite reservada apenas para convidados no Cine Brasília foi pautada pela reverência ao festival de cinema mais antigo em atividade no país. Não faltaram referências ao crítico Paulo Emílio Salles Gomes, idealizador do evento.

Assim que o público se acomodou nas cadeiras do cinema e as luzes foram apagadas, Matheus Nachtergaele surgiu no meio das poltronas declamando uma poesia dedicada ao cinema brasileiro e aos grandes nomes do Festival de Brasília. Com poucos recursos cênicos (ele apareceu vestido simplesmente com uma roupa branca e flores na mão), o ator que tantas vezes esteve entre os nomes da competitiva conseguiu “plugar” o público na tomada depois de uma longa espera inicial.

“Sou o Candango de todos os brasis”, disse o ator que puxou o coro “Fora, Temer!”, seguido dos gritos entusiasmados dos presentes. Os mestres de cerimônia da noite de abertura foram a atriz Dira Paes e o ator brasiliense Juliano Cazarré. A dupla se revezou no anúncio das atrações.

Felipe Menezes/Metrópoles

Ator Matheus Nachtergaele realiza performance no FBCB: gritos de ˜Fora, Temer”

 

Ao tentar explicar o funcionamento do novo Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo, que deixará Sobradinho e ocupará terreno próximo ao Setor de Clubes Esportivos Sul, a Secretaria de Cultura, em meio ao Festival de Cinema, mereceu vaias: o vídeo de explicação da empreitada teve de ser encurtado devido a problemas de projeção.

Homenagens
Após os anúncios “oficiais”, a cerimônia primou pelas homenagens feitas aos três cineastas/produtores cinematográficos de Brasília que faleceram recentemente: Geraldo Moraes (1939-2017), Márcio Curi (1947-2016) e Manfredo Caldas (1947-2016).

Antes da abertura da casa, as atenções no tapete vermelho ficaram com o ator Cauã Reymond, grande nome do elenco do longa da noite, “Não devore meu coração!”, dirigido por Felipe Bragança. Simpático, o intérprete do motoqueiro Fernando na ficção que se passa na fronteira do Brasil com o Paraguai, atendeu aos inúmeros pedidos dos fãs e imprensa. “Estou muito honrado, muito emocionado em estar aqui neste Festival que é tão importante para o cinema brasileiro“, declarou.

Felipe Menezes/Metrópoles

Diretor Felipe Bragança comenta filme de abertura do evento

 

O cineasta carioca, Felipe Bragança, fez um discurso de agradecimento ao festival pela oportunidade de apresentar seu filme na abertura da quinquagésima edição, além de fazer comentários sobre a atual crise política e moral brasileira. “Esse filme tem referências à Guerra do Paraguai, mas também fala sobre esse patriarcado senil, velho e ultrapassado que domina a atual política brasileira”, declarou, seguido de muitos aplausos do público.

 

 

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