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José Bonfim Alves Santana, 42 anos, foi indiciado pela Polícia Civil como responsável pelo assassinato do procurador aposentado do DF Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, e do filho Saint’Clair Diniz Martins Souto, 38, que atuava no Rio de Janeiro. O crime ocorreu na fazenda da família em Vila Rica, município a 1.276km de Cuiabá, em 9 de setembro. Um novo inquérito foi aberto para apurar o furto recorrente de gados por parte de Santana.

Os corpos das vítimas foram encontrados em uma região de pastagem, na fazenda da família, em 14 de setembro. Equipes da Polícia Civil realizaram as buscas seguindo orientações passadas pelo assassino confesso, José Bonfim Alves de Santana, que trabalhava como vaqueiro.

Os procuradores foram executados com um revólver calibre .38, sendo que o funcionário da fazenda da família matou primeiro o pai, durante um passeio a cavalo. Em seguida, José Bonfim chamou o filho para dentro da casa, falando que o pai dele havia sofrido uma queda, momento em que assassinou a segunda vítima. Após a execução, o suspeito arrastou os corpos para uma região de mata próxima à fazenda. Para a polícia, tudo foi premeditado.

O vaqueiro contou à polícia que primeiro matou o pai e, depois, o filho

O vaqueiro contou à polícia que primeiro matou o pai e, depois, o filho

Com a quebra do sigilo bancário, a polícia descobriu que a movimentação financeira na conta do suspeito nos últimos meses era bem maior do que salário que ele recebia, de R$ 1,2 mil por mês. De acordo com Polícia Civil do Mato Grosso, os dois ficavam meses sem ir à fazenda e quem cuidava do gado era Santana, que teria vendido algumas cabeças sem prestar contas aos patrões.

 

 

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