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A Secretaria de Mobilidade autorizou dois novos serviços de táxi no Distrito Federal: o pré-pago e o executivo. Os passageiros interessados nas modalidades terão que pagar uma tarifa que pode ficar até 100% mais cara em função das comodidades oferecidas. No caso do pagamento antecipado, guichês serão instalados inicialmente no Aeroporto Internacional de Brasília e as pessoas poderão fazer o pagamento em cartão ou débito, já sabendo do valor final da corrida. No modelo executivo, serão habilitados apenas veículos de luxo.

Os novos serviços só poderão ser explorados por taxistas regularizados, que já tenham autorização para circular no DF. Atualmente, 3,4 mil concessões expedidas, além de 2,4 mil motoristas auxiliares.

No serviço de táxi pré-pago, o pagamento da corrida é antecipado, e o preço, calculado com base em uma tabela fixada de acordo com a distância percorrida do itinerário mais curto entre a origem e o ponto médio de referência do destino do passageiro. Neste caso, a corrida deve ficar cerca de 28% mais cara.

À exceção do Aeroporto JK, a modalidade já existe em todos os aeroportos brasileiros. Além do terminal, a modalidade poderá ser adotada em outros pontos da cidade, como a Rodoviária Interestadual e os setores Hoteleiro Sul e Norte. Segundo o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, o valor a mais é referente à comodidade do serviço, aluguel de guichês, contratação de atendentes e taxas de cartão de crédito e débito.

Já no caso dos executivos, numa concorrência direta com os serviços de aplicativos como o Uber, o carro não estarão caracterizados como táxi. Os carros, só sedãs, terão que ter bancos de couro, ar-condicionado e outros acessórios de luxo. Nesta modalidade, o cliente também poderá chamar o táxi em guichês (o primeiro será no aeroporto), e estar disposto a pagar o dobro do valor cobrado hoje pelo quilômetro rodado na bandeira 1 (R$ 2,85).

As novas regras estão publicadas na edição desta sexta-feira (30/9) do Diário Oficial do DF, em um decreto e em portarias. O objetivo é adequar o táxi no Distrito Federal à tecnologia disponível. “A chegada do Uber modernizou o transporte individual. Além disso, Brasília é uma cidade com turismo de negócios, com pessoas que preferem algo mais privado e discreto”, explicou Damasceno. “Em relação ao serviço pré-pago, a regulamentação é uma garantia de transparência e de segurança para o passageiro.”

Autorização
O permissionário que se interessar em atuar com táxi executivo deve ir à unidade gestora dos táxis — a Subsecretaria de Serviços, da Secretaria de Mobilidade, no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte — e retirar a autorização. Para prestar esse tipo de serviço, é preciso ter veículo sedã ou SUV, que rodará sem as faixas laterais de identificação dos táxis comuns. Cerca de 350 veículos da frota do Distrito Federal têm essas características.

Empresas interessadas no serviço pré-pago devem ir à mesma subsecretaria e apresentar oferta para ter a autorização. Será obrigatório informar ao passageiro todo o percurso, via aplicativo de georrefenciamento, antes da corrida, assim como a metodologia de cálculo do preço.

Os taxistas que optarem pelo modelo executivo podem rodar pelo preço normal de bandeira 1, caso queiram. Quanto ao serviço pré-pago, a expectativa do governo é que seja utilizado no Aeroporto Internacional de Brasília, em hotéis, em shoppings e em outros polos de negócios e turismo.

A edição do Diário Oficial do Distrito Federal também trouxe portaria que define a identidade visual dos táxis. Veículos da modalidade comum devem ter faixas laterais verdes e amarelas nas portas dianteiras e o número da permissão na cor branca — os que prestam serviço executivo não precisam dessa identificação. As duas modalidades deverão ter a placa vermelha característica dos táxis e o dispositivo luminoso de identificação em cima do carro. (Com informações da Agência Brasília)

 

 

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