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Moradores de Samambaia e Recanto das Emas ficaram por quatro horas sem ônibus nesta sexta-feira (18/11) devido à paralisação-relâmpago dos rodoviários. De acordo com o sindicato da categoria, 377 coletivos deixaram de circular nas duas regiões, prejudicando cerca de 200 mil passageiros. Os trabalhadores cobram mais segurança no sistema.

A paralisação durou das 11h às 15h. Para diminuir o transtorno para os usuários, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região atendeu ao pedido liminar das empresas do setor, determinando que o sindicato suspendesse o movimento. No entendimento da Justiça, a paralisação é “de natureza eminentemente política e que nada tem a ver com as pautas sindicais.”

Em caso de descumprimento, o sindicato poderia pagar multa diária de R$ 100 mil. No entanto, a entidade diz que não desobedeceu a decisão, uma vez que foi notificada por volta da 15h e encerrou o movimento imediatamente.

Os sindicalistas fizeram uma carreata com 200 coletivos de Samambaia rumo ao Plano Piloto. O ato terminou no Palácio do Buriti. Os manifestantes usaram duas faixas do lado esquerdo da Via N1. Por volta das 15h, o movimento chegou ao fim.

Os rodoviários cobram mais segurança no transporte coletivo. Conforme o Metrópoles mostrou esta semana, somente em outubro, foram 12 assaltos a cada dia. De acordo com os representantes dos trabalhadores do setor, Samambaia é a cidade que mais registra ocorrências de assaltos a coletivos. Em seguida, vêm Ceilândia e Recanto das Emas.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, os representantes da categoria têm reunião marcada para o fim da tarde desta sexta-feira (18) com a secretária de Segurança e Paz Social, Márcia de Alencar, para tratar do tema.

A princípio, motoristas e cobradores planejavam suspender a circulação dos ônibus em Samambaia, mas depois ampliaram o movimento para o Recanto das Emas. Por enquanto, não há novas paralisações marcadas para o fim de semana.

 

 

 

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