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Deputado é deputado. Governador é governador. É mais ou menos dessa forma que Rodrigo Rollemberg (PSB) tentou explicar o motivo de mudar de opinião sobre a gratuidade integral das passagens de ônibus e metrô para estudantes brasilienses. “É legítimo um parlamentar apresentar uma proposta. E cabe ao governo avaliar qual a sua capacidade de arcar com o benefício”, respondeu o socialista, durante entrevista concedida à Rádio Ok FM e ao Metrópoles nesta quinta-feira (5/1).

Rollemberg justificou, ainda, que o sistema atual de transporte público “é outro”, assim como a realidade econômica do Distrito Federal. Em seu segundo mandato de deputado distrital, entre 1999 e 2002, ele foi autor de cinco projetos que previam descontos e até a gratuidade integral de passagens para estudantes.

O reajuste de até 25% nas tarifas entrou em vigor na última segunda (2) e tem sido alvo de manifestações na área central de Brasília. De acordo com o governo, a medida foi adotada porque os cofres públicos não têm mais como bancar o valor total dos subsídios. Apenas com gratuidades (passe livre estudantil, idosos e deficientes físicos), foram desembolsados mais de R$ 500 milhões em 2016.

O chefe do Executivo também foi questionado sobre as promessas feitas na campanha de 2014 de que não aumentaria as tarifas de ônibus, e até reduziria os valores.

“Antes de outubro de 2014 você não imaginava que o país passaria por uma depressão econômica, que seria necessário rever os planos”, afirmou. Disse, também, que, quando o bilhete único for efetivamente implementado no Distrito Federal, o que pode ocorrer neste semestre, o brasiliense vai pagar menos pelo transporte público em alguns casos.

 

Na entrevista, comandada pelo radialista Toninho Pop e pelo comentarista Marc Arnoldi, Rollemberg falou sobre as dificuldades em sua gestão. Destacou que quer deixar como marca o equilíbrio financeiro.

Estamos fazendo um esforço extraordinário para pagar as dívidas e estamos conseguindo. Estados com uma situação muito melhor que a de Brasília, quando iniciamos o governo, hoje estão atrasando e parcelando salários. É um custo político muito alto, mas é também a minha responsabilidade como governador manter a cidade funcionando"
Rodrigo Rollemberg

Na próxima quinta (12), os deputados distritais se reúnem em sessão extraordinária para analisar um decreto legislativo que suspenda o reajuste das tarifas. Rollemberg já avisou que caso o aumento seja derrubado pela Câmara, ele vai recorrer à Justiça.

O titular do Palácio do Buriti afirmou que pode reduzir o aumento de R$ 5 para R$ 4,50 caso os parlamentares destinem R$ 50 milhões de sobra orçamentária da Casa para o Executivo, mas que o valor não é suficiente para evitar o reajuste.

 

 

 

 

 

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