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O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra é reconhecido como um torturador na época da ditadura militar. Porém, o fato não impediu dele ser aclamado como um herói que lutou pela paz durante uma missa neste sábado (15/10), na Paróquia de São Miguel Arcanjo e Santo Expedito, na Asa Norte. As informações são da Folha de S. Paulo.

Ustra foi citado na homilia do pároco, o coronel capelão José Eudes da Cunha. Cerca de 300 fiéis participaram da celebração religiosa.

A reportagem afirmou que, para o padre, Ustra acabou sendo “incompreendido”. Cunha também teria chamado a atenção para as injustiças cometidas pela história e apontado para a necessidade de uma busca da verdade.

A viúva de Ustra, Maria Joseita Brilhante Ustra, e outros parentes do coronel participaram da missa.

Histórico
Ustra foi comandante do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações) do 2º Exército, lotado em São Paulo, entre 1970 e 1974 – período em que ocorreu o auge do combate às organizações da esquerda armada.

De acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, durante a gestão de Ustra morreram ou desapareceram pelo menos 45 presos políticos. Ele foi homenageado na aprovação da Câmara dos Deputados ao pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff pelo deputado Jair Bolsonaro, em abril deste ano.

Durante o depoimento na Comissão, ele negou todas as acusações. “Nunca cometi assassinatos, nunca ocultei cadáveres, sempre agi segundo a lei e a ordem. (…) Não vou me entregar. Lutei, lutei e lutei”, afirmou na ocasião, exaltado e batendo com os punhos na mesa.

Ustra morreu no dia 15 de outubro de 2015, aos 83 anos, após uma pneumonia.

 

 

 

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