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Estudantes das redes pública e privada de ensino de todo o Brasil iniciaram sábado (18/3) a fase de competições do Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL), em Brasília. Mais de 700 crianças e adolescentes de 9 a 16 anos constroem robôs com pequenas peças e desenvolvem diferentes pesquisas científicas em busca de soluções para desafios do cotidiano.

O programa é organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e acontece na unidade de Taguatinga. O objetivo de despertar o interesse dos alunos para temas como ciência e tecnologia de uma forma criativa e divertida. Por meio da montagem de robôs autônomos, os jovens são estimulados a buscar soluções inovadoras para problemas e situações da vida real, como se fossem engenheiros, cientistas ou educadores.

No total, 74 equipes foram classificadas nas 13 etapas regionais realizadas em todo o país. O Distrito Federal será representado por três equipes do Sesi: A LegoField, da unidade do Gama; Albatroid, de Taguatinga; e a Bisc8, de Sobradinho. O Metrópoles entrevistou membros da equipe Bisc8, de Sobradinho, para conhecer o projeto que será apresentado por eles na disputa.

O tema do torneio nesta temporada é “Animal Alliens”, que trata da relação do homem com os animais. O objetivo é que os participantes identifiquem problemas de cooperação entre seres humanos e animais e possam desenvolver soluções inovadoras para tentar solucioná-los. Pensando nisso, a Bisc8 desenvolveu um aplicativo que visa uma aproximação da convivência entre animais de estimação e seus donos.

A ideia do time de Sobradinho é, por meio da tecnologia, melhorar a qualidade de vida dos bichinhos. Os integrantes da Bisc8 entrevistaram donos de animais e identificaram que grande parte deles não tem conhecimento suficiente sobre temas relevantes como vacinas, prevenção de pulgas e carrapatos, além de medicações adequadas para seus pets.

Nós observamos que as pessoas têm apenas o senso comum sobre essas informações importantes que podem comprometer a vida do bichinho"
Júlia Alves Santos, 17 anos, componente da equipe Bisc8

Onze anos de experiência
Desde 2006, o Sesi trabalha com o tema da robótica em suas escolas e pretende ampliar a participação das escolas públicas e privadas nos torneios. Da etapa regional no ano passado, participaram mais de sete mil alunos de todo o Brasil. Neste fim de semana, são 74 equipes de 20 estados e do Distrito Federal concorrendo a 21 vagas nos torneios internacionais.

“Quanto mais a gente tiver chegando nos estados e municípios com a robótica e incentivando os alunos a trabalharem de uma forma lúdica, conhecendo matemática, física de uma forma divertida, para nós é interessante. O impacto maior é na melhoria da aprendizagem. Os meninos aprendem conceitos muito sérios de uma forma gostosa, brincando”, diz Sérgio Gotti, gerente-executivo de educação do Sesi Nacional.

Além de termos científicos, os alunos têm a oportunidade de conhecer e praticar conceitos de trabalho em equipe, solidariedade e comunicação. Cada equipe é formada por 2 a 10 competidores, supervisionados por dois técnicos adultos. Vários professores universitários participam de forma voluntária para orientar e incentivar os alunos.

 

Convivência com os animais
Bruno Schuler e João Gabriel, integrantes da equipe Androids, de Porto Alegre, desenvolveram um mecanismo de redução do estresse em animais antes de uma cirurgia. Concentrados, eles testam o robô com cuidado e treinam para realizar a tarefa no tempo estipulado.

Já a equipe Bazinga, de Indaiatuba (SP), descobriu que o plantio de samambaias pode contribuir para o controle de doenças em vacas. Depois de visita a uma fazenda no interior de São Paulo, os alunos constataram que as vacas estavam adoecendo em decorrência da alta umidade da região.

“A samambaia controla umidade do ar para a vaca não adquirir doenças como estresse térmico e outros males gerados pela umidade do ar”, explicou Pedro Civitella, de 14 anos, integrante da equipe Bazinga.

Enquanto uma parte da equipe testa tecnologias, outra fica em estandes para explicar e tirar dúvidas sobre os projetos. Segundo o Sesi, estudos realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) mostram que os alunos têm despertado maior interesse por pesquisa em função do envolvimento com a robótica nas aulas e torneios. “É impressionante o conceito que os nossos participantes têm de trabalho em pesquisa, de modalidades de pesquisa, como desenvolver, como escrever de uma forma científica”, comemora o gerente de educação do Sesi.

A ciência de concepção dos robôs ganha ares de diversão e brincadeira no torneio. A troca de informações sérias e científicas ocorre em um clima de empolgação. O ambiente da festa é animado por música e dança e celebrado pelos alunos como um momento de integração e troca de conhecimento.

“É muito animado, a gente pode interagir com as outras equipes”, diz Isabela Mello, de 13 anos. “É legal porque tem gente do Amazonas, tem gente do sul também”, relata Daniel Timura, de 14 anos. Os alunos terão até amanhã (19) para demonstrar projetos. As equipes vencedoras do torneio serão conhecidas no fim do dia. A etapa internacional ocorrerá no início do próximo semestre em diferentes países.

Etapa Internacional
O Torneio Nacional de Robótica classificará as equipes que mais se destacarem para participar das etapas internacionais da competição. Ao todo, serão 20 vagas para sete campeonatos fora do Brasil, que serão realizados nos meses de abril, maio e junho deste ano. Quatro deles serão disputados nos Estados Unidos, um na Dinamarca, um no Reino Unido e outro na Austrália.

A competição será aberta ao público, e a entrada é gratuita. No sábado e no domingo, a visitação começa às 8h. (Com informações da Agência Brasil)

 

Serviço:
Torneio Nacional de Robótica First Lego League
Competições: 18/03 e 19/03, das 8h às 18h
Cerimônia de premiação: 19/03, às 16h
Local: Sesi Taguatinga – QNF 24, Área Especial, Taguatinga Norte

 

 

 

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