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O Terreiro Ylê Axé Oyá Bagan, também conhecido como Terreiro de Mãe Baiana, incendiado em 27 de novembro de 2015, será reinaugurado na próxima quarta-feira (5/10), às 18h, no Núcleo Rural Córrego do Tamanduá, no Setor de Chácaras do Lago Norte, no Paranoá

O caso ganhou repercussão nacional. A princípio, havia a suspeita de que as chamas haviam sido provocadas por motivos de intolerância religiosa. Na época, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) chegou a criar a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Três meses depois o incidente, porém, laudo pericial feito pelo Corpo de Bombeiros comprovou que o fogo teve início após um curto-circuito em uma das caixas de força na casa de Mãe Baiana. “De fato, a conclusão não aponta para uma ação criminosa de alguém. Nós já tínhamos essa suspeita, inclusive. O nosso laudo ainda não ficou pronto, mas não deverá ter um resultado diferente do documento do Corpo de Bombeiros”, esclareceu a corporação na ocasião.

Mãe Baiana discordou do resultado do laudo: “Não tem como ocorrer um curto-circuito em um local em que o sistema está todo desativado. Não tinha nada ligado lá. Eu sou a dona da casa e estava no momento em que ela pegou fogo”.

Após o incêndio, que destruiu completamente o barracão e todos os pertences sagrados do Terreiro de Mãe Baiana, os filhos e filhas de Santo da Casa, juntamente com a sua Yalorixá, reergueram as edificações essenciais para a continuidade dos trabalhos.

 

 

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