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O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal denuncia que uma trabalhadora estaria sendo assediada moral e sexualmente no trabalho. A funcionária é contratada pela Ágil Segurança, que presta serviço para a Agência Nacional de Águas (ANA). No local, ela seria vítima dos abusos de um superior, também contratado pela mesma empresa.

Segundo Gilmar Rodrigues, um dos diretores do Sindicato dos Vigilantes, foi a mulher quem procurou a entidade pedindo ajuda para lidar com o assédio. “O superior, além de constrangê-la, instalou uma microcâmera embaixo da mesa de trabalho. Ela alega que ele queria ver as pernas dela”, afirmou o sindicalista.

De acordo com o diretor, essa não é a primeira denúncia desse tipo recebida pelo sindicato, que diz ter procurado a empresa e pedido o afastamento do homem. No entanto, informa a entidade, o desligamento do trabalhador ainda não ocorreu.

Para pressionar a empresa, na manhã desta segunda-feira (21), o Sindicato dos Vigilantes realizou um ato público de repúdio, em frente à agência. Todos os trabalhadores da categoria foram convocados para a manifestação.

Repúdio
O deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF) divulgou uma nota sobre o caso. “Repudio com veemência esse tipo de violência praticada por pessoas que se prevalecem de posições de chefia para abusarem moral e sexualmente de mulheres nos órgãos públicos”, escreveu o parlamentar.

“Casos assim são inaceitáveis em uma sociedade pretensamente democrática e justa, como a brasileira. Informo, ainda, que irei encaminhar essa denúncia gravíssima à Delegacia Especial de Apoio à Mulher para que seja apurado com o rigor”, continuou o deputado.

O sindicato afirma que acompanhará a denunciante à delegacia e ao Ministério Público do Trabalho ainda nesta semana. O Metrópoles tentou contato com a Ágil Segurança. A empresa informou que vai se pronunciar nesta segunda. A reportagem também aguarda resposta da ANA sobre as medidas que serão adotadas sobre a denúncia.

 

 

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