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Um grupo de professores aposentados que ocupa a área externa no Palácio do Buriti, em frente à saída da garagem dos carros oficiais, resiste à tentativa da Polícia Militar de retirá-los do local nesta quarta (23). São cerca de 40 docentes que cobram do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) o pagamento das licenças-prêmio atrasadas.

Desde julho de 2015 o benefício não é pago. No entanto, de acordo com o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro), ao invés de iniciar o diálogo, o GDF está impedindo a chegada de alimento e água para os manifestantes, além de proibir que novos aposentados se juntem ao grupo, já que a área foi cercada.

Questionada sobre a atitude, a Polícia Militar informou, por meio da assessoria de imprensa, que “existe uma área de segurança no Palácio do Buriti que não pode ser ocupada e, por isso, os policiais estão negociando a retirada desses manifestante do local.”

Entenda o caso
Ao todo, 374 profissionais estão sem receber a licença desde julho do ano passado. Em 2016, 939 servidores não receberam o benefício. “O compromisso do governo era pagar, mas até agora nada. Algumas pessoas têm R$ 30 mil, R$ 50 mil para receber. Pela lei, os professores recebem o benefício 60 dias após se aposentar”, afirmou a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa.

O valor devido aos professores, em 2015 é de R$ 23.921.426,02. Em 2016, o total devido para servidores da educação é de R$ 68.036.046,71, de acordo com dados extraídos no Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos (Sighr).

A Subsecretaria de Relações de Trabalho e do Terceiro Setor da Casa Civil informou que “apesar da atual incapacidade de saldar a dívida, por conta da crise financeira enfrentada não só pelo Distrito Federal, mas por todo o país, tem mantido diálogo com a categoria”.

 

 

 

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