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A sexta-feira (23/9) foi de mais uma assembleia dos policiais civis do Distrito Federal. Indignados com a última posição do GDF, que afirmou na quarta-feira (21) não ter condições de fazer uma nova proposta de aumento salarial, os servidores decidiram aumentar a pressão. Na próxima semana, será feita uma paralisação de 24 horas. A data ainda será definida. Em outra frente, os policiais não vão fazer os relatórios de inteligência e de informação. A medida vai, de acordo com a categoria, atrasar ainda mais as investigações, uma vez que eles são importantes para a elucidação dos crimes.

A intenção da categoria é começar uma pressão política e na Justiça para conseguir o aumento desejado, de 37%, o que garante a isonomia com a Polícia Federal. Assim, eles pretendem “denunciar na Câmara Legislativa o desvio de recursos do Fundo Constitucional” e tentar reuniões junto ao governo federal. Eles prometem pedir no Judiciário a publicação das exonerações no Diário Oficial e ainda protocolar uma ação civil pública contra o GDF, alegando omissão na segurança pública.

Em frente ao Ministério do Planejamento, cerca de 400 agentes acompanharam um discurso acalorado do presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol). “O GDF não vai voltar a negociar. Ele prefere lutar com essa categoria, utiliza essa categoria como freio pra não negociar com nenhum outro servidor”, declarou Rodrigo Franco.

Debaixo de chuva, os policiais votaram e decidiram, por unanimidade, manter a Operação Legalidade, que foi deflagrada no dia 4 de julho e levou delegados a entregarem os cargos de confiança e até ao fechamento de 21 delegacias.

Interrompida pela chuva, a assembleia durou mesmos de meia hora, mas determinou, ainda, que a partir da próxima semana o boneco “Rollinóquio” passeará pelas cidades do DF, na tentativa de chamar a atenção da população.

Na última reunião, as entidades de classe propuseram a equiparação a partir de junho do próximo ano com recomposição de 10%, 11,5% em junho de 2018 e 13% em junho de 2019. No entanto, o governo recusou a oferta e manteve os índices: 7,5% em outubro de 2017; 8% em outubro de 2018; 8,5% em outubro de 2019 e 8,5% em outubro de 2020.

 

 

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