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Pelo segundo mês consecutivo, o governo do Distrito Federal não pagou o 13º salário dos servidores aniversariantes juntamente com a folha normal, creditada no quinto dia útil do mês. A liberação do dinheiro dos funcionários que fizeram aniversário em agosto está prevista apenas para esta terça-feira (13/9). O Palácio do Buriti alega dificuldades no caixa para honrar o compromisso.

Pelo menos 10 mil servidores foram atingidos pelo depósito atrasado da gratificação natalina referente a agosto. No GDF, o benefício é pago no mês seguinte ao aniversário do servidor. Mensalmente, a antecipação do 13º salário custa cerca de R$ 75 milhões aos cofres públicos. No mês passado, 12.423 funcionários da administração direta tiveram que esperar mais de uma semana para receber a remuneração extra.

O Executivo garante aos servidores que anteciparam o décimo terceiro salário no Banco de Brasília (BRB), o desconto dos valores com vencimento na data do pagamento do benefício, ou seja, apenas no dia 13.

Conforme revelado pelo Metrópoles, a Secretaria de Fazenda já havia previsto que teria dificuldades para pagar o 13º salário dos aniversariantes de julho. Não se sabe, sequer, se o GDF conseguirá honrar o compromisso assumido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de fazer o pagamento, em outubro, do reajuste dos servidores que deveria ter sido quitado em setembro do ano passado.

Em nota, o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) repudiou a demora no pagamento. “Ao descumprir a lei mais uma vez, o governo causa aflição na categoria, que possui seus compromissos financeiros e não poderá ter todo o dinheiro que é de seu direito, na data correta. Essa é a triste rotina do GDF”, destacou em nota.

Arrecadação em alta
O argumento do governo de que a arrecadação está em queda não convence os sindicatos. Em julho, os números confirmaram a tendência dos últimos meses, registrando expressiva alta na receita de impostos. O valor ficou em R$ 1,234 bilhão — 17% a mais do que a cifra do mesmo mês do ano passado: R$ 1,055 bilhão. A variação de R$ 179 milhões representa mais do que o dobro da inflação do período, com crescimento real de 9%.

O destaque foi o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que passou de R$ 508 milhões, em julho de 2015, para R$ 624 milhões no mesmo período deste ano. São R$ 116 milhões, um crescimento de 23%. O incremento na arrecadação dessa taxa reflete a melhora da atividade econômica do Distrito Federal.

No acumulado do ano, os números também surpreendem: a arrecadação saltou de R$ 7,759 bilhões (considerando os meses de janeiro a julho de 2015) para R$ 8,436 no mesmo período de 2016. A variação positiva de R$ 677 milhões corresponde a um aumento de 8,7%.

As projeções indicam que 2016 deve fechar com crescimento superior a R$ 1,5 bilhão na receita de impostos e taxas em comparação ao exercício anterior.

Procurado pelo Metrópoles, o GDF não se pronunciou até a publicação desta matéria.

 

 

 

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