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Nesta terça-feira (7/3), cerca de 6,5 mil servidores ativos e aposentados da Polícia Civil do Distrito Federal escolhem seus representantes para o sindicato da categoria (Sinpol-DF). Seis chapas participam da disputa em meio a rixas internas e entraves com o governo.

Uma das chapas concorrentes é formada pela atual diretoria (Chapa 30), presidida por Rodrigo Franco, popularmente conhecido por Gaúcho, que se mostra confiante com a votação. “Visitamos todas as unidades e recebemos grande apoio. Acho que podemos ganhar ainda em primeiro turno”, acredita.

Segundo ele, a manutenção do grupo é importante para manter as negociações com o governo. “Retomaremos o diálogo de onde paramos. Creio que as conquistas, como a equiparação de reajuste salarial, são uma questão de tempo”, afirma o atual presidente do Sinpol.

A tentativa de reeleição, porém, pode ser frustrada pelos recentes ataques de opositores à postura considerada “inflexível” de Gaúcho. Um dos maiores críticos é o ex-vice-presidente do Sinpol, Renato Rincon (Chapa 60). “A atual gestão falhou nas negociações e fechou muitas portas. É fundamental uma maior articulação política e diálogo para que nossas demandas sejam atendidas”, aponta. O concorrente acredita que a chapa deve conseguir vaga em um segundo turno.

A posição é reiterada pelo candidato da chapa 20, Alceu Prestes. “O Rodrigo Franco tentou, mas o diálogo com o governo ficou prejudicado. Faltou conversa. A greve deve ser sempre o último recurso, já que quem mais sofre é a população pobre”, critica.

Candidato da chapa 40, Antônio Marcos Cosmo também acredita que as negociações com o Executivo poderiam ser conduzidas de outra forma. “Nessa gestão, as conversas com o governo foram personificadas pela diretoria, com uma postura muito agressiva, mas sem resultados ou respaldo da categoria”.

O grupo aposta em uma união dos diversos profissionais da corporação. “Queremos trazer os agentes de custódia de volta para a polícia e reestruturar as carreiras. Acredito que essa unificação possa nos levar à vitória”, aponta de forma otimista.

Sem briga
Outras chapas preferem ficar de fora da briga interna e apostam em uma união da categoria. “Nosso grupo é formado por policiais sem nenhum atrelamento político. Isso permite uma liberdade maior de interlocução. Não temos rixas com ninguém, o que é muito importante nesse momento em que buscamos nossas demandas”, argumenta Jefferson Furtado, candidato da Chapa 10.

Há ainda quem acredite que a verdadeira briga deva ser contra o governo. “Não podemos deixar que o GDF tenha interferência em nossos reajustes, por exemplo. A corporação é regida por legislação federal, assim como nossas verbas.

A partir do momento que temos essa questão clara, facilita-se a negociação”, acredita Francisco de Sousa (Chapa 50). O candidato ficou em segundo colocado nas últimas duas eleições, mas aposta em um desfecho diferente. “Os policiais já nos conhecem. Na minha avaliação, temos boas chances”.

Eleições
Atualmente, a Polícia Civil do DF conta com 4.760 policiais na ativa e outros 3.534 aposentados, somando 8.294 pessoas. Desse total, 6,5 mil são sindicalizados e estão aptos a votar nesta terça (7).

As eleições ocorrem das 9h às 18h, nos prédios do sindicato na Asa Norte e em Taguatinga e, também, no Departamento de Polícia Especializada (DPE) e nas unidades que funcionam como Centrais de Flagrante: 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), 5ª DP (Setor Central), 6ª DP (Paranoá), 13ª DP (Sobradinho), 20ª DP (Gama), 21ª DP (Taguatinga Sul), 23ª DP (Ceilândia — P Sul), 29ª DP (Riacho Fundo) e a Delegacia da Criança e do Adolescente na Asa Norte (DCA I).

A apuração dos votos será na Associação-Geral dos Policiais Civis (Agepol). O resultado sai no mesmo dia. Caso haja segundo turno, a votação deverá ocorrer no dia 21 de março.

 

 

 

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