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O prazo dado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para que delegados e agentes da Polícia Civil (PCDF) cedidos a outros órgãos retornassem aos quadros da corporação acabou na sexta-feira (7/10). O objetivo da recomendação era de aumentar o efetivo, forçando assim a reabertura das 21 delegacias que antes funcionavam 24 horas e, agora, têm o horário reduzido.

No entanto, a PCDF pretende pedir mais prazo ao Ministério Público para que as delegacias voltem ao funcionamento normal. Em nota enviada nesta terça-feira (11), a corporação afirma que “está ultimando medidas concretas para, nesta semana, ampliar o horário de funcionamento das delegacias e retomar o sistema de plantão em outras unidades”. No entanto, não há informações sobre a data da reabertura nem se todas as 21 delegacias — que atualmente ficam abertas apenas das 12h às 17h — voltaram a funcionar em tempo integral.

Já o MP informou que, na segunda-feira (10), representantes do GDF e da Polícia Civil estiveram no órgão e apresentaram uma “proposta concreta para o atendimento da recomendação, mas, devido à necessidade de ajustes administrativos, as medidas não puderam ser implementadas ainda no mesmo dia”.

Apesar disso, a divisão de comunicação da Polícia Civil informou “não saber” como a reabertura das delegacias será feita. Desde a recomendação do MP, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) demonstrou ser contrário a reabertura por afirmar faltar pessoal para isso. “A Polícia Civil está querendo tirar servidor da investigação para colocar no plantão. Do que adianta mandar reabrir se não tem concurso, se não tem delegado nas delegacias?”, questionou Rodrigo Franco, presidente do Sinpol. O sindicato ainda não foi comunicado sobre a decisão da PCDF e do GDF em acatar a recomendação do Ministério Público.

Operação Legalidade
Desde o dia 4 de julho, a Polícia Civil realiza a Operação Legalidade, que fez com que 100 delegados entregassem os cargos e 21 delegacias restringissem o horário de atendimento à população. O intuito com essas atitudes é pressionar o GDF para que dê o aumento pedido pela categoria – 37%, garantindo assim a isonomia com a Polícia Federal. Na última assembleia, a PCDF anunciou uma paralisação de 24h, o que ainda não ocorreu, e suspendeu a emissão de relatórios de inteligência.

 

 

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