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O resultado da eleição para a presidência do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) ainda depende de análise de recursos. O atual presidente da entidade, Rodrigo Franco, foi reeleito para mais um período à frente da entidade, mas a vitória é provisória, já que alguns votos foram anulados e são alvo de recursos.

Se houver recontagem das cédulas, a chapa de Rodrigo Franco pode não conseguir os 50% mais um dos votos válidos necessários para ser eleita em primeiro turno. A comissão eleitoral vai se reunir nesta quinta (9/3) para analisar a situação.

Segundo João Paulo Pinheiro, presidente da comissão eleitoral, algumas cédulas foram anuladas porque não foi possível identificar o eleitor na lista de votação. “Alguns policiais só colocaram a rubrica, quando seria necessário escrever o nome completo e a matrícula”, explicou ao Metrópoles. A validade ou não desses votos é que vai confirmar a vitória de Franco ou decretar a necessidade de um segundo turno.

Numa eleição disputada, com seis chapas inscritas, a contagem dos votos varou a madrugada desta quarta-feira (8). O resultado provisório foi proclamado às 5h40 pela comissão eleitoral. A apuração final contabilizou 3.121 votos, sendo 1.561 para a Chapa 30. Já o segundo colocado, a Chapa 20, recebeu 461 votos. A Chapa 40 ficou com 457 votos, em terceiro lugar. Do total, 2.672 pessoas votaram por meio das urnas eletrônicas. Policiais em trânsito votaram em cédulas.

A candidatura de Rodrigo Franco foi cercada de ataques de opositores à postura considerada “inflexível” do dirigente à frente, por exemplo, das negociações salariais com o GDF. Um dos maiores críticos foi o próprio ex-vice-presidente do Sinpol, Renato Rincon (Chapa 60). A posição foi reiterada por demais candidatos, como Alceu Prestes, da Chapa 20; Antônio Marcos Cosmo, da Chapa 40; Jefferson Furtado, candidato da Chapa 10; Francisco de Sousa, da Chapa 50, que ficou em segundo colocado nas últimas duas eleições, também mostrou-se frustrado.

Atualmente, a Polícia Civil do DF conta com 4.760 policiais na ativa e outros 3.534 aposentados, somando 8.294 pessoas. Desse total, 5.883 estavam aptos a votar nesta terça (7).

A categoria, que no ano passado deflagrou a Operação Legalidade, ainda aguarda a equiparação salarial com os policiais federais. Os agentes reclamam ainda da falta de efetivo e pedem que o Executivo preencha os quadros das delegacias, diminuindo a pressão sobre o efetivo.

 

 

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