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A corrupção é o principal motivo de demissão de servidores públicos federais no país. É o que revela o último levantamento feito pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Nos últimos 13 anos, 6 mil servidores foram expulsos do funcionalismo público. Destes, 746 são do Distrito Federal, que aparece em segundo lugar no ranking nacional.

Entre os casos de demissão, 65,4% servidores foram desligados por mau uso de recursos públicos. O abandono da função, faltas ou a acumulação ilícita de cargos vêm em seguida, com 1.395 dos casos. Também figuram entre as razões que mais afastaram funcionários públicos conduta “relaxada” no serviço e a participação em gerência ou administração de sociedade privada.

As unidades da Federação com número mais elevado de punições foram Rio de Janeiro (1.052), Distrito Federal (746) e São Paulo (640). Já as pastas com maior quantidade de servidores expulsos foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), o Ministério da Justiça e Cidadania (MJC) e o Ministério da Educação (MEC).

O relatório registrou que, de 2003 a setembro de 2016, foram registradas 5.043 demissões; 467 cassações de aposentadorias; e 532 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Os dados não incluem empregados de estatais, a exemplo da Caixa Econômica, dos Correios e da Petrobras.

Recorde
O mês de setembro registrou o maior número de punições (74), tanto no comparativo com o mesmo período dos últimos cinco anos como com outros meses de 2016. Entre as expulsões, destacam-se aquelas aplicadas a 10 servidores do Instituto Federal do Pará (IFPA), envolvidos na Operação Liceu e que responderam por improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; e uso de cargo para proveito pessoal.

 

 

 

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