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Os servidores do Departamento de Trânsito fazem nesta terça-feira (18/10) paralisação de 24 horas. Em função do movimento, o serviço prestado pelo órgão está prejudicado. Quem chega à unidade  do Detran no Shopping Popular, por exemplo, encontra as portas fechadas nesta manhã com o seguinte recado: “Não haverá atendimento do Detran em função da assembleia dos servidores. Emissão de CRLV (Licenciamento) deve ser requerida nos postos do Na Hora”.

Funcionária do Exército, Rianne Vasconcelos, 28 anos, foi buscar o documento obrigatório do veículo no posto do Detran no Shopping Popular e encontrou as portas lacradas. Ela criticou o movimento dos funcionários do órgão, que fazem assembleia nesta manhã. “É um péssimo momento para uma paralisação, já que eles (servidores) estão fazendo várias blitzes na cidade e cobrando o IPVA”, destacou.

Michael Melo/Metrópoles

Suzana ficou decepcionada ao encontrar o posto do Detran no Shopping Popular fechado

A diarista Suzana Mendes, 33, também ficou decepcionada ao encontrar o posto fechado. Ela veio de São Sebastião para pegar a permissão da Carteira de Motorista.  “Passei na sede do Detran central antes de vir para o posto do Shopping Popular e também estava fechado. Desse jeito, fica difícil. A população é quem sai prejudicada”, reclama.

Resultado da assembleia
Os servidores fizeram assembleia nesta manhã e decidiram ficar de braços cruzados até a meia-noite desta terça. Até a próxima assembleia, marcada para 1º de novembro, eles prometem manter o indicativo de greve e fazer uma operação-padrão com as seguintes medidas: limitar os atendimentos, fazer blitz só se tiver vagas no depósito do órgão para os carros recolhidos e cumprir a legislação de acordo com as condições de trabalho.

O presidente do Sindetran-DF, Fábio Medeiros, explicou que os servidores paralisaram todos os serviços nesta terça. “Mais de 80% da categoria aderiu ao movimento. Amanhã (quarta-feira), tudo volta ao normal”, afirmou.

O objetivo do movimento é pressionar para que o governo atenda às reivindicações feitas pela categoria em 2015. “O governador alega que não tem dinheiro, mas alguns dos nossos pedidos não terão nenhum impacto financeiro”, ressaltou. Até a última atualização desta reportagem, o Metrópoles não havia recebido nenhum retorno da assessoria de imprensa do Detran sobre a paralisação dos servidores.

 

 

 

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