*
 

Em assembleia na manhã desta segunda-feira (17/10), os agentes penitenciários do Distrito Federal decidiram manter a paralisação que teve início no último dia 10. Com o movimento, ao menos até a outra terça-feira (25), quando deve ocorrer nova assembleia, não haverá visita de familiares aos presidiários.

Os agentes já tinham paralisado atividades como o atendimento a advogados e a oficiais de Justiça, além da escolta judicial entre as unidades prisionais. O presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do Distrito Federal (Sindpen), Leandro Allan, afirmou que o movimento é consequência da “falta de vontade do Governo do Distrito Federal em negociar com a categoria”.

“Algumas das nossas reivindicações não envolvem dinheiro e o governo não se dispõe a atendê-las”, reclamou Leandro. Ele cita como exemplo a criação de um departamento penitenciário e de uma comissão de processo disciplinar (CPD), composta somente por agentes de atividades penitenciárias. Hoje, quando os agentes apresentam comportamentos irregulares, os eventuais envolvidos são julgados e punidos por policiais civis.

Os profissionais também reivindicam o pagamento da última parcela do aumento salarial aprovado em 2012, mas que o governador Rodrigo Rollemberg já informou que não vai pagar este ano. O percentual de 15% deveria ter sido acertado em setembro de 2015. Há também, entre os pedidos, a inclusão aos salários do adicional de insalubridade em grau máximo. O acréscimo equivale a 20% do vencimento base dos servidores, que, na maioria das vezes, lidam diretamente com os detentos em ambientes insalubres. A categoria já recebe 10% dessa gratificação.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não comentou, até a publicação desta reportagem, o que vai fazer para reduzir o impacto da paralisação dos agentes penitenciários.

 

 

 

COMENTE

GreveGDFagentes penitenciários
comunicar erro à redação