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Os agentes penitenciários são mais uma categoria prestes a aumentar a pressão do funcionalismo público no Governo do DF: a partir de 10 de outubro, eles pretendem entrar em uma paralisação que deve afetar os serviços de visitas, atendimento a advogados e escoltas presidiárias na capital.

Segundo o do Sindicato dos Agentes Penitenciários do DF (Sindpen-DF), a paralisação vai congelar 30% das atividades. No entanto, serão mantidos serviços essenciais como alimentação de presos e segurança dos presídios. De acordo com o presidente da entidade, Leandro Allan, o movimento ocorre por conta do quadro precário no qual se encontra o sistema penitenciário do DF. “Trabalhamos, hoje, em uma situação absurda, sem nenhuma segurança”, conta.

Leandro afirma que, hoje, um dos maiores problemas enfrentados pela categoria é o déficit de profissionais que, segundo o presidente, é de mil agentes. “As normas de segurança exigem que durante uma escolta sejam empregados três agentes para cada preso. Na situação atual, há casos em que o acompanhamento de 18 presos é feito por cinco agentes”, alega.

Para expor o déficit de uma forma ainda mais clara, na próxima semana, antes da paralisação, os agentes penitenciários vão agir seguindo à risca todas as normas de segurança. As escoltas e as revistas a visitantes, por exemplo, serão mais minuciosas. A medida deve causar mais lentidão nos processos e, segundo o presidente do sindicato, essa é parte da intenção. “Queremos mostrar que o estado atual é insustentável”, declara.

Parcela
Além da criação de 500 vagas para agentes penitenciários, a principal reivindicação da categoria é o pagamento da terceira parcela do reajuste prometido pelo governo. Outros pedidos incluem a confecção de identidades funcionais, o pagamento de insalubridade em grau máximo, e a criação de um departamento penitenciário na Secretaria de Segurança gerido pela categoria.

Por fim, o grupo pede a criação de uma comissão de processo disciplinar formada por agentes penitenciários, já que alegam que devido à precariedade das condições de trabalho, eles ficam mais vulneráveis a erros humanos. E quando esses casos acontecem, os servidores acreditam que as punições têm sido muito severas, já que eles são julgados por outras categorias.

 

 

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