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Um dos suspeitos de ter participado da execução do jornalista João Miranda do Carmo, 54 anos, foi preso nesta quarta-feira (27/7). João foi assassinado com mais de 22 tiros no domingo (24), em Santo Antônio do Descoberto (GO).

Segundo a Polícia Civil de Goiás, o acusado seria o servidor público Douglas de Morais, 40 anos, chefe da segurança de órgãos da administração municipal, como a prefeitura. Douglas teria sido reconhecido por testemunhas ouvidas pelos investigadores e foi preso em casa.

João fazia denúncias contra o governo do prefeito Itamar Lemes do Prado, contra adversários políticos e também denunciava o tráfico de drogas na região. O vice-prefeito do município, Valter da Guarda Mirim, de quem o jornalista era chefe de gabinete, entregou o computador da vítima aos investigadores na terça (26). Segundo informações da TV Globo, o vice fazia oposição ao prefeito.

O jornalista, que também era dono do site de notícias SAD Sem Censura, já havia registrado três queixas de ameaça na delegacia da cidade. Há seis meses, a ocorrência foi contra um traficante, e ele chegou a ter o carro incendiado (foto) para que “parasse de tocar em certos assuntos” no início do ano.

 

 

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