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A Polícia Civil teve acesso às conversas telefônicas dos três militares do Exército que foram presos na noite de sexta-feira (30/9). Eles atuam como seguranças no Palácio do Planalto e são suspeitos de assaltarem ao menos seis pessoas. Os homens acabaram presos em Ceilândia na última sexta-feira (30/9) e, segundo as gravações, combinavam os assaltos pelo telefone do gabinete da presidência.

Nos diálogos, os militares falavam até sobre a roupa que usariam nos crimes e a necessidade de levarem coletes à prova de balas fornecidos pelo governo federal. O receio deles era de que os superiores desconfiassem do empréstimo do equipamento. “Esses bagulhos que acabam entregando a gente”, disse um deles. Segundo a Polícia Militar, o trio usava pistolas das Forças Armadas para roubar as vítimas em Ceilândia.

 

As seis vítimas reconheceram os criminosos. Eles deixavam seu posto de trabalho no meio do expediente para praticar os crimes. O caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

Ao serem abordados pelos PMs, os homens disseram que eram policiais. Chegaram a apresentar distintivos falsificados e crachás do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança da Presidência da República. O GSI informou que eles eram agentes de segurança das instalações e controlavam o acesso ao Planalto, ao Palácio da Alvorada e à Granja do Torto.

Os militares têm idades entre 20 e 21 anos e foram abordados na Quadra 18 de Ceilândia. Eles estão presos provisoriamente no Batalhão de Polícia do Exército, mas serão afastados da corporação para responder pelos crimes na Justiça comum.

À polícia, eles disseram que “saíam para fazer umas ‘correrias'(assaltos)” e depois retornavam ao trabalho para cumprir a escala do serviço. Junto com eles, os policiais encontraram três pistolas 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas, seis carregadores para as armas, um colete à prova de balas, R$ 960 em dinheiro e porções de maconha, além de correntes e celulares roubados das vítimas.

 

 

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