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O policial federal Ricardo Matias Rodrigues pode ser detido caso a Justiça acate pedido de prisão formulado pelo promotor Leonardo Jubé, da 1ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri. Na noite de sábado (8/10), Rodrigues atirou contra duas pessoas durante festa no barco Lake Palace, que estava ancorado no clube Motonáutica, no Setor de Clubes Norte.

Cláudio Muller Moreira, 47 anos, funcionário da área de tecnologia da informação do Banco do Brasil, morreu ao ser atingido no abdômen. Um amigo dele, Fábio da Cunha, 37, também alvejado na região abdominal, foi socorrido e não corre risco de morrer.

Ricardo Rodrigues confessou que atirou e matou Muller. O policial se apresentou espontaneamente na delegacia e prestou depoimento ainda no sábado (8). O crime é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

A tragédia
As versões contadas por testemunhas divergem em alguns aspectos, mas há um fator em comum nos depoimentos: o desentendimento entre mulheres presentes na comemoração foi o motivo da discussão que acabou na tragédia.

Segundo o agente Rodrigues, durante a comemoração do aniversário de três mulheres na embarcação Lake Palace, houve uma confusão e Cláudio e Fábio o teriam agredido. Rodrigues, então, sacou a arma e ordenou aos supostos agressores que se afastassem. Ao perceber que o comando não foi atendido, o policial disparou um tiro no abdômen de cada um e, em seguida, pediu para que alguém solicitasse socorro.

Rodrigues afirmou à polícia que tem ciência de sua ação e que agiu por legítima defesa. Ele entregou a arma na delegacia e foi liberado após assinar um termo, comprometendo-se a comparecer aos processos judiciais.

Essa versão, entretanto, é contestada por testemunhas que afirmam não terem visto Rodrigues se identificar como policial. O próprio autor dos disparos admitiu ter consumido bebidas alcoólicas na noite da festa. No entanto, segundo o advogado de Rodrigues, Antônio Rodrigo Machado, o cliente havia consumido “apenas duas ou três taças de vinho”.

Versão da mulher da vítima
Valderly Feitosa, esposa do homem morto pelo policial federal, disse que todos estavam se divertindo, ingerindo bebida alcoólica e dançando normalmente. Por volta de 23h, já na saída da festa, ela contou que foi ao banheiro e lá teria levado tapas na cara de uma das aniversariantes, que também a teria xingado de vagabunda.

A fotógrafa, então, narrou o ocorrido ao marido, mas não soube explicar exatamente o que ocorreu em seguida. Em seu depoimento, ela afirmou que apenas se lembra de ver Cláudio caído no chão, fora do barco, e que correu para socorrê-lo.

Ao prestar depoimento na 5ª DP, ainda na noite de sábado (8), Valderly registrou ocorrência por agressão contra a aniversariante, que a teria agredido com um tapa no rosto.

Facebook/Reprodução

Claudio Muller Moreira e a esposa, Valderly

 

Segundo amigos de Cláudio ouvidos pelo Metrópoles, o bancário era uma pessoa tranquila e pacífica, que nunca se envolvia em confusões. Assessor empresarial de tecnologia de informação do Banco do Brasil, ele nasceu no Rio de Janeiro e veio para Brasília em 1998. Cláudio deixa uma filha de 22 anos, do primeiro casamento, e outra de 9 anos, além da esposa e de um enteado.

 

 

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