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Um policial federal disparou contra dois homens durante uma festa  no barco Lake Palace na noite de sábado (8/10). Um dos alvos não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O caso ocorreu por volta de 22h45, quando bombeiros foram acionados e se deslocaram para a embarcação, que estava atracada no Motonáutica Clube, no Setor de Clubes Norte.

Ao chegarem no local, os paramédicos atenderam dois homens que haviam sido alvejados. Cláudio Muller Moreira, 47 anos, foi levado em estado grave ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A outra vítima, Fábio da Cunha, 37, foi socorrida em situação estável. Ele passou por cirurgia e não corre risco de morte.

 

Facebook/Reprodução

Cláudio Moreira Muller e a esposa

 

O autor dos disparos, o policial federal Ricardo Matias Rodrigues, se apresentou espontaneamente à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), onde prestou depoimento.

Segundo o agente, durante a festa, houve uma confusão e os dois homens o teriam agredido. Rodrigues, então, sacou a arma e ordenou aos supostos agressores que se afastassem. Ao perceber que o comando não foi atendido, o policial disparou um tiro no abdômen de cada um e, em seguida, pediu para que alguém solicitasse socorro.

Rodrigues afirmou à polícia que tem ciência de sua ação e que agiu por legítima defesa. Ele entregou a arma na delegacia e foi liberado após assinar um termo, comprometendo-se a comparecer aos processos judiciais.

Festa particular
O responsável pela embarcação, Renan Holanda, contou ao Metrópoles que o barco fora alugado para a festa de três amigas que comemoravam aniversário. Havia cerca de 60 pessoas no local. Segundo ele, os disparos teriam ocorrido no fim do evento. “As pessoas já estavam saindo do local. Eu fui ao estacionamento para buscar o alarme do barco quando ouvi dois estampidos. Ao voltar no cais, vi dois homens feridos no chão.”

 

 

Versões contraditórias
Quanto às possíveis razões para a ação do policial federal, Holanda afirma que as informações são desencontradas. Segundo relatos preliminares de testemunhas à polícia, uma das vítimas teria assediado a esposa do agente.

Essa versão, porém, é contestada por pessoas próximas a Cláudio Muller Moreira. Uma amiga da vítima, que pediu para não ser identificada, contou que a esposa de Cláudio teria levado um tapa no rosto de outra mulher na fila do banheiro feminino.

Ela contou o fato ao marido, que foi buscar explicações sobre o ocorrido. O policial federal seria amigo da suposta agressora e começou a discutir com Cláudio antes de sacar a arma e efetuar os disparos.

Segundo amigos da vítima ouvidos pelo Metrópoles, Cláudio era uma pessoa tranquila e pacífica, que nunca se envolvia em confusões. Assessor empresarial de tecnologia de informação do Banco do Brasil, ele nasceu no Rio de Janeiro e veio para Brasília em 1998.

Cláudio deixa uma filha de 22 anos, do primeiro casamento, e outra de 9 anos, além da esposa e de um enteado.

 

 

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