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A Polícia Civil solucionou o crime bárbaro em que duas adolescentes foram assassinadas e tiveram os corpos carbonizados, em uma área rural de Santa Maria, no dia 1º de setembro deste ano. Dois jovens que eram conhecidos das vítimas foram presos preventivamente na tarde desta segunda-feira (21/11). Ambos confessaram o crime. O Metrópoles teve acesso, em primeira mão, aos detalhes da investigação.

De acordo com a 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), Letícia Ibiapino, 14 anos, e Nicolly Santanna, 15, foram mortas por vingança. Uma das adolescentes teria furtado o telefone celular de um dos criminosos. As meninas foram mortas a pedradas e depois tiveram os corpos queimados e jogados em uma vala, no Núcleo Rural Alagados.

Duas testemunhas ajudaram os policiais a chegarem até Sammer Muhammad Ferreira, 22, e Evandro Emanuel de Oliveira Cruz, 19. Ambos tinham contato com as adolescentes e estavam envolvidos com a prática de vários crimes, entre eles, roubos, furtos e tráfico e drogas, especialmente rohypnol, medicamento controlado que pode provocar alucinações.

Os investigadores também afirmam que as duas meninas estavam envolvidas com o tráfico. Os acusados teriam consumido drogas repassadas pelas garotas antes de matá-las. A dupla já havia sido ouvida anteriormente na delegacia e negado o crime. Mas, desta vez, houve a confissão. Os autores foram encaminhados à carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade.

Reprodução

Sammer e Evandro (D) são acusados de assassinar meninas a pedradas

Os cadáveres das duas meninas foram descobertos no Núcleo Rural Alagados por um chacareiro que andava a cavalo nas proximidades da Chácara 03. Imediatamente, o homem acionou a polícia. Ele relatou aos policiais que passava pela região, quando foi atraído por uma grande concentração de urubus nas proximidades. Ao verificar o motivo da revoada, temendo que algum de seus animais houvesse morrido, ele se deparou com os dois corpos carbonizados.

O homem explicou que os corpos estavam um por cima do outro, em um buraco resultado de erosão e de aproximadamente 3 metros de diâmetro e 1,5 metro de profundidade. Ao lado deles, o chacareiro identificou uma pedra, com peso estimado em 2 quilos, suja de sangue, além de um caderno escolar feminino parcialmente queimado. O local é conhecido como ponto de desova e utilizado por usuários de droga.

Os investigadores solicitaram a perícia do Instituto de Criminalística e, posteriormente, o IML para remoção dos corpos. A equipe de peritos recolheu, dentre outros objetos, bijuterias nos corpos das vítimas, o caderno, e a pedra com marcas de sangue, que acabaram sendo reconhecidos por parentes. Foram levados à DP, ainda, um chinelo e um tênis, ambos parcialmente queimados e que estavam ao lado dos corpos.

 

 

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