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A Polícia Civil divulgou, nesta quarta-feira (11/1), imagens de dois homens suspeitos de matar o servidor da Secretaria de Planejamento (Seplag) José Elenilson de Sá César, 51 anos. Ele foi morto com pelo menos 20 facadas dentro de seu apartamento na quadra 716 Norte, na madrugada de 12 de dezembro.

Câmeras de segurança instaladas no bloco onde o servidor morava flagraram os dois homens carregando aparelhos eletrônicos enrolados em lençóis logo após o crime. De acordo com o delegado adjunto da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Bruno Gordilho, a polícia ainda não conseguiu identificar os autores.

 

Eles não deixaram digitais ou qualquer materialidade que confirmassem suas identidades. Esperamos que essas imagens possam ajudar a polícia a prender os os suspeitos. Caso alguém conheça algum dos homens que aparece no vídeo, podem fazer a denúncia de forma anônima por meio do telefone 197"
Bruno Gordilho, delegado adjunto da 2ª DP
Daniel Ferreira/Metrópoles

Prédio onde José Elenilson morava, na 716 Norte

 

O crime
José Elenilson, que estava lotado na Câmara de Governança Orçamentária, Financeira e Corporativa do DF, órgão ligado à Seplag, foi encontrado por dois de seus irmãos. Eles foram procurá-lo depois de serem avisados por colegas de trabalho que o servidor não havia comparecido ao expediente na segunda (12/12). Os amigos ficaram preocupados depois de não conseguirem entrar em contato com José Elenilson por meio de ligações ou mensagens.

A primeira pessoa a chegar foi uma sobrinha da vítima. Ela foi avisada pelo pai de que o tio não havia comparecido ao trabalho. Ao entrar na casa, percebeu que a porta estava destrancada. A moça viu móveis revirados e ligou para o pai, que correu para o local acompanhado de um irmão. Juntos, eles encontraram José Elenilson. Depois, acionaram a polícia.

Histórico
Agora, a morte de José Elenilson é tratada como latrocínio e pode engrossar as estatísticas de 2016. O Metrópoles obteve, com exclusividade, uma análise criminal feita pelas forças de segurança locais, que mapearam todos os casos registrados de roubos seguidos de morte nos últimos dois anos. O levantamento identifica o dia da semana, a faixa horária e os locais onde os roubos seguidos de morte ocorreram com maior frequência.

No ranking das cidades que mais registraram esse tipo de ocorrência, Ceilândia está em primeiro lugar, com 50 casos, somando 2 latrocínios e 48 tentativas. Na sequência, vêm Samambaia (7 e 28); Taguatinga (3 e 21); Gama (2 e 21) e Paranoá (2 e 19).

Em 2016, os registros chegaram a 262 tentativas e 42 consumados. É como se a cada oito dias uma pessoa tivesse morrido vítima de latrocínio, na capital federal.

 

 

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