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O videomonitoramento do 6º Batalhão de Polícia Militar (PM) na área central do Plano Piloto ganhou câmeras mais modernas. Antes conectadas por cabeamento comum, agora elas transmitem as imagens por meio de fibra ótica, em tempo real. “Não temos mais aquele pequeno atraso”, destaca o soldado Bezerra, um dos cinco policiais que acompanham atentamente a movimentação na plataforma superior da rodoviária e nos arredores.

Na sala ampla, onde os PMs se revezam para monitorar a região, os novos equipamentos mostram cenas mais nítidas. Mesmo em grandes distâncias, como do Conjunto Nacional ao Setor de Diversões Sul (mais conhecido como Conic), é possível enxergar com clareza detalhes como placas de carro ou características de possíveis suspeitos.

A novidade garante que as ocorrências sejam atendidas com mais rapidez e precisão. “Quando se aumenta a qualidade da imagem, se aumenta a qualidade do policiamento”, pontua Bezerra. O espaço de onde é feito o monitoramento, cedido pelo centro comercial, também ganhou monitores de 48 polegadas, com conversor digital.

Equipamentos permitem tirar e enviar fotos imediatamente
Entre os benefícios da nova tecnologia está a possibilidade de tirar e enviar fotos em tempo real. Assim, quando há algum registro de crime pelos policiais de plantão, as imagens são repassadas imediatamente para as viaturas que respondem ao chamado na rua.

Todos os arquivos são salvos e ficam disponíveis por 15 dias. No entanto, é possível armazenar cenas específicas para serem utilizadas em processos judiciais, por exemplo.

Segundo o coordenador de policiamento do 6º Batalhão, tenente Gleymann, a expectativa é que em duas semanas as imagens possam ser acessadas pelos militares em dispositivos móveis. “Vamos estudar se será viável os policiais acessarem o material nas viaturas, em tablets ou celulares, por exemplo.” De acordo com o tenente, também está previsto que neste ano o monitoramento na área ganhe o reforço de dez câmeras, distribuídas em pontos a serem estudados.

Sem custo extra para o governo
Esse trabalho da PM não tem custo extra para o governo, já que é uma parceria com o shopping Conjunto Nacional, responsável por ceder a sala e os equipamentos. Para operar a tecnologia, os policiais militares foram treinados pela empresa fornecedora do sistema.

Iniciada há cerca de cinco anos, a cooperação entre a Polícia Militar e o centro comercial foi interrompida em 2013 e retomada em fevereiro de 2015. Além de auxiliar no combate a crimes como roubo, tráfico e furto, a iniciativa ajuda a organizar o trânsito e até na investigação de casos de pessoas desaparecidas.

 

 

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