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Uma capitã da Polícia Militar foi presa e outros 14 policiais que se formaram na última quarta-feira (30/8) no VIII Curso de Rondas Ostensivas Táticas Móveis da PMDF (Rotam) correm o risco de ser detidos também. O motivo seria o “grito de guerra” criado pelos alunos para comemorar a formatura, entoado após os protocolos militares. A música traz em uma de suas estrofes a palavra “caralho” e, por isso, o grupo teria sido convocado para prestar esclarecimentos.

Eles estão sendo ouvidos na Corregedoria da corporação nesta sexta (1º/9). Além da canção, está sendo questionado o fato de a tropa não ter cantado o hino da PMDF. Segundo informações preliminares, uma das coordenadoras do curso cumpre prisão administrativa.

Em nota, a corporação explicou que “a não entoação da canção da PMDF em formaturas da corporação fere o Estatuto da Polícia Militar do Distrito Federal”. Lembrou, ainda, que “grito de guerra”, com palavras de “baixo calão”, teria sido cantado na presença na comunidade civil.

“Estes fatos ferem o decoro policial militar e podem acarretar punição aos militares por motim ou recusa a obediência. Os envolvidos prestarão esclarecimentos e, se comprovados os fatos, podem responder a Procedimento Administrativo Militar ou a Inquérito Policial Militar”, destacou a corporação.

Confira a letra da música e o vídeo:

Foi na semana 0 que o 21 morreu
Quem nunca viu ficou encabulado
Um bando de zumbi fez uma árvore do caralho
Frio da desgraça lagoa e geladeira
Cabo submerso era água noite inteira

 

Três meses de treinamento
O curso, que incluiu em seus treinamentos táticos as mais variadas técnicas policiais, teve duração de 91 dias. Trinta formandos receberam seu brevê no evento.

Entre os alunos, estão 25 policiais militares do DF (duas femininas), um policial militar do Mato Grosso do Sul, um do Rio Grande do Sul, uma policial militar feminina de Goiás, um agente penitenciário do DF e um policial rodoviário federal.

Durante a semana de estágio, os alunos atenderam a 39 ocorrências de vulto, que resultaram na apreensão de 15 armas de fogo e na recuperação de seis veículos que tinham sido roubados ou furtados. Além disso, 50 pessoas foram presas ou apreendidas e 38 quilos de drogas foram retirados das ruas.

Criada há 12 anos, a Rotam tornou-se referência nacional e internacional em patrulhamento tático motorizado, com recordes em apreensões de armas de fogo e de envolvidos em tráfico de drogas. Apenas durante o ano de 2017, as equipes da unidade retiraram 145 armas de fogo das ruas do DF.

 

 

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