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A Secretaria de Segurança confirmou que, em função da greve dos agentes penitenciários, estão suspensas as visitas aos presos do Complexo da Papuda e do Presídio Feminino do Distrito Federal, que ocorrem normalmente às quartas e quintas-feiras.

O movimento da categoria começou no dia 10 de outubro e, segundo a secretaria, foi considerado ilegal pela Justiça. Em caso de desrespeito, a multa diária pode chegar a R$ 100 mil. O presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do Distrito Federal (Sindpen), Leandro Allan, disse que a entidade vai recorrer ao Judiciário. “Como ainda não está transitado em julgado, o movimento continua”, garantiu.

Em assembleia na manhã desta segunda-feira (17/10), os agentes penitenciários decidiram manter a paralisação. Em função disso, ao menos até a outra terça-feira (25), quando deve ocorrer nova deliberação, estão suspensas, além das visitas e transferências de presos, atividades como o atendimento a advogados e a oficiais de Justiça e a escolta judicial nas unidades prisionais.  “Até agora, o governo não tentou negociar qualquer pauta das nossas reivindicações. É um total descaso com os servidores”, afirmou Leandro Allan.

Entre as reivindicações, estão o pagamento da última parcela do aumento salarial aprovado em 2013, mas que o governador Rodrigo Rollemberg já informou que não vai pagar este ano. Há também, entre os pedidos, a inclusão aos salários do adicional de insalubridade em grau máximo. O acréscimo equivale a 20% do vencimento base dos servidores, que, na maioria das vezes, lidam diretamente com os detentos em ambientes insalubres. A categoria já recebe 10% dessa gratificação.

Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Segurança não informou quais estratégias serão tomadas, caso a greve se estenda. Informou apenas que as visitas aos presos estão suspensas e que o movimento foi considerado ilegal.

 

 

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