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O menino de 6 anos baleado no tórax por um policial civil na manhã desta sexta-feira (6/1) está com o projétil alojado no coração. A informação foi repassada à mãe pelos médicos que atendem o menino no Hospital de Base (HBDF).

De acordo com parentes de Luís Guilherme Caxias ouvidos pelo Metrópoles, como ele perdeu muito sangue, será transferido do HBDF para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), que fica ao lado do Hospital das Forças Armadas (HFA), no Sudoeste. O transporte, que seria feito no helicóptero dos bombeiros, deve ocorrer em uma ambulância. No local, o menino deve passar por uma cirurgia para retirar o projétil.

Embora o estado de saúde seja grave, por volta das 20h, Luís Guilherme encontrava-se consciente e, segundo relato de uma tia, disse à mãe que estava com fome e teria pedido mingau. Às 20h30, o menino tomou dipirona, foi sedado e adormeceu. O transporte ao ICDF deve ocorrer nas próximas horas.

CBMDF/Divulgação

Luís Guilherme passa por atendimento

BR-070
A criança foi baleada na BR-070, na altura de Águas Lindas (GO), Entorno do DF, depois de uma confusão no trânsito. O menino estava em uma cadeirinha no carro com os pais. Segundo informações iniciais, a confusão teria começado na altura de uma obra entre Águas Lindas e Girassol.

Um congestionamento de carros se formou no local e, por conta dos reparos na estrada, o pai, o brigadista da Infraero Erlon Caixas, 29 anos, teria cortado a fila de veículos parados. O policial civil do DF Sílvio Moreira Rosa, 54, não teria gostado, teria discutido com Erlon e depois atirado contra o carro, atingindo o garoto.

Devido à gravidade do estado de saúde, o menino foi transportado no helicóptero dos bombeiros do DF para o Hospital de Base. Segundo a Secretaria de Saúde, o quadro clínico do menino é grave e “o paciente segue está recebendo toda a assistência necessária”.

O agente policial de custódia Sílvio Rosa foi preso após fugir do local. O servidor tem um histórico de violência e chegou a ser demitido da Polícia Civil por tentativa de fraude em aposentadoria, mas acabou reintegrado ao órgão.

Reprodução/TV CMN

Sílvio Moreira Rosa foi preso após fugir do local do crime

 

 

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