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A determinação da direção-geral da Polícia Civil para que as delegacias que têm fechado as portas após as 19h voltem a abrir irritou o sindicato da categoria, que subiu o tom das críticas ao diretor-geral do órgão, Eric Seba.

Por meio de nota publicada nesta quarta-feira (12/10), o Sinpol disse que “em nenhum momento, o diretor, Eric Seba, veio a público externar a precária situação de recursos humanos nem posicionou-se sobre a sobrecarga de trabalho, a jornada excessiva e a falta de efetivo, que têm resultado no adoecimento físico e mental dos policiais”.

A Ordem de Serviço n° 32/2016 da Polícia Civil foi emitida em cumprimento a uma determinação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que cobra a reabertura das unidades fechadas após as 19h em decorrência da Operação Legalidade.

Na visão do sindicato, não há efetivo suficiente para cumprir a medida. “Nós não temos pessoal para atender a ordem. Agentes responsáveis por investigações serão remanejados para atender o público, deixando de lado a prisão de criminosos”, diz o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco.

Segundo a entidade, a Polícia Civil conta com uma defasagem de 4 mil profissionais. Entre as exigência da categoria, está a convocação de aprovados em concursos e o pagamento de reajuste equiparado ao da Polícia Federal.

Procurado pela reportagem, Eric Seba não havia retornado os contatos para comentar o assunto até a última atualização desta matéria.

Operação Legalidade
Desde 4 de julho, a Polícia Civil realiza a Operação Legalidade, que fez com que 100 delegados entregassem os cargos e 21 delegacias restringissem o horário de atendimento à população. O intuito com essas atitudes é pressionar o GDF para que dê o aumento pedido pela categoria – 37%, garantindo assim a isonomia com a Polícia Federal. Na última assembleia, a PCDF anunciou uma paralisação de 24h, o que ainda não ocorreu, e suspendeu a emissão de relatórios de inteligência.

 

 

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