Decreto muda estrutura da PMDF e coloca mais 700 policiais nas ruas
A norma, assinada por Rollemberg, faz um novo arranjo em uma série de unidades, mas desagrada grupo de coronéis

A estrutura da Polícia Militar sofreu uma mudança geral na estrutura organizacional. Um decreto assinado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e publicado no Diário Oficial do DF
Segundo o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, a mudança na estrutura aumentará o efetivo responsável pela aplicação do policiamento ostensivo. “Além disso, teremos coronéis na atividade fim. Eles estarão à frente de comandos criados para unir unidades de policiamento especializadas”, explicou.
Ribas citou como exemplo o novo Comando de Policiamento Escolar, que responderá pelas quatro unidades que protegem as mais de 2 mil escolas públicas do DF. O mesmo ocorrerá com o Comando de Policiamento de Trânsito, no qual um coronel vai gerir o Batalhão de Trânsito (BPTran) e a Companhia de Polícia Rodoviária do Distrito Federal (CPRv).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre as novidades, está o Comando de Policiamento Sul, que compreende regiões administrativas como Gama e Santa Maria. Na região, existem seis batalhões, que serão divididos em dois grupos de três unidades cada. Dois coronéis ficarão a cargo de gerenciar cada grupo. “Eles ficarão responsáveis por tocar essas unidades, inclusive cuidar da parte burocrática. Com isso, os policiais poderão se preocupar com a ponta do trabalho, ou seja, o policiamento de rua”, destacou. A mesma premissa irá envolver cada uma das outras áreas, Leste, Oeste e Metropolitana.
Efeitos colaterais
Apesar das mudanças focarem no aumento do efetivo destacado para o policiamento ostensivo, existe um grupo de oficiais contrários à decisão do governo. Um requerimento enviado ao presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Renato Rainha, assinado pelo coronel Jean Rodrigues Oliveira, ressalta que as mudanças podem resultar em efeitos colaterais para a corporação.
“Temo pelo empenho dos comandantes das unidades. Falo isso porque cabe a eles função de extrema importância, seja do ponto de vista interno (no que diz respeito a todos os preceitos administrativos, disciplinares e operacionais) quanto do ponto de vista de nossa atividade fim (em contato com a sociedade da qual temos o dever de proteger). O efeito no moral destes comandantes e de seus oficiais pode ser devastador. Daí até atingir a ponta de nosso efetivo é questão de pouquíssimo tempo”, disse, no documento.



