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“Nós fazemos aqui um pedido de socorro.” Essa foi a tônica da reunião da tarde desta quarta-feira (5/10) entre representantes da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) e da Polícia Militar. No encontro, no qual estavam o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes, e 21 comandantes de batalhões do DF, comerciantes cobraram ações imediatas para reduzir os índices de criminalidade. “Queremos um estado que fiscalize, mas que também nos dê segurança. Só neste ano, 14 mil estabelecimentos fecharam as portas. Isso é reflexo também da insegurança e da instabilidade”, afirmou Cleber Pires, presidente da ACDF.

Também sobraram críticas para a secretária da Segurança Pública, Márcia de Alencar: “Se não tem competência, que peça para sair”. O governador Rodrigo Rollemberg também não foi poupado: “Como ele não consegue administrar o Fundo Constitucional?”, questionou Pires.

A Polícia Militar prometeu reforçar as ações ostensivas nas ruas. “Nós viemos mesmo ouvir.  Isso se chama polícia comunitária. Nós já estamos traçando estratégias e agora vamos elaborar novas ações para tentar trazer soluções o mais rapidamente possível”, disse o coronel Nunes.

O comandante-geral informou que, somente em 2016, a PM prendeu 26.996 pessoas e 2 mil armas. Entretanto, ele lembrou que o problema de segurança não é só da PM, mas inclui fatores sociais, educacionais e econômicos.

Segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública do DF, apenas em 2015, foram registrados 2.646 roubos a comércios, uma média de 7,2 por dia.

 

 

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