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Uma operação sigilosa ocorrida na madrugada desta sexta-feira (7/10), dentro do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), resultou na maior apreensão da história do Distrito Federal envolvendo celulares escondidos dentro de uma cadeia. Ao todo, 93 telefones, além de uma grande variedade de drogas e facas, foram encontrados nas celas. A ação contou com a participação de pelo menos 100 servidores do sistema penitenciário.

Durante a ação, dois presos foram autuados pelo porte de drogas. Com eles, os agentes encontraram porções de maconha, cocaína, crack e rouphinol – medicamento controlado usado como entorpecente. Facas do tipo peixeira também foram apreendidas nas celas ocupadas pelos internos.

De acordo com uma fonte ouvida pelo Metrópoles que trabalha na unidade prisional, a defasagem no número de servidores contribui, cada vez mais, para a entrada de armas, drogas e aparelhos celulares dentro do CPP. “Temos uma série de deficiências na unidade, como a falta de concertina (arame farpado), telhado de zinco, de um sistema de câmeras de monitoramento e de alarme de presença. Sem esses dispositivos de segurança, a vida dos servidores são colocadas em risco”, afirmou.

Boa parte das drogas, telefones e armas que chegam ao CPP é trazida pelos próprios internos que cumprem regime semiaberto: trabalham na rua e retornam à noite para o local. Ao todo, a unidade conta com 1.567 presos, sendo que 757 trabalham externamente. Segundo o subsecretário do Sistema Penitenciário (Sesipe), delegado Ânderson Espíndola, as operações de revista se tornaram essenciais para garantir a segurança da cadeia.

“Vamos continuar fazendo essas operações de revista geral constantemente. Quando conseguimos identificar o autor, ele é imediatamente conduzido à delegacia para ser autuado em flagrante. Todos os objetos apreendidos são encaminhado à polícia”, disse.

 

 

 

 

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