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No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado nesta quinta-feira (1/12), os hospitais públicos do Distrito Federal não estão fazendo testes para detecção da doença. Os reagentes necessários para fazer o exame acabaram em setembro.

De acordo com a presidente da ONG Vida Positiva, Vicky Tavares, essa é a primeira vez que faltam testes no DF. “Temos um programa que funciona muito bem. Isso prejudica, pelo fato de estimularmos o diagnóstico prematuro. Faltou planejamento”, disse.

Em nota, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reconheceu a falta de reagentes para os exames e informou que a previsão para o reabastecimento da rede deve ocorrer ainda em dezembro.

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2016, divulgado pelo Ministério da Saúde, 18 mil pessoas foram diagnosticadas com HIV no DF no período de 2010 a 2015.

Dessas, 11 mil têm acompanhamento pela rede pública. Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Samambaia, Asa Norte e Lago Norte são as regiões administrativas mais afetadas. Este ano, foram registrados 242 novos casos de HIV.

Servidores da rede pública denunciam que o Laboratório Central (Lacen), que faz os exames, parou de concluir a realização dos testes alegando uma dívida de R$ 2 milhões com a empresa que fornece os reagentes para os diagnósticos de Aids e outras doenças, como hepatites.

 

 

 

 

 




 

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