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À zero hora do dia 21 de abril de 1960, Juscelino Kubitschek inaugurava no Planalto Central a capital do país. A poucos quilômetros dali, no Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga, nascia a primeira brasiliense — batizada com o nome da cidade que começava a ganhar suas primeiras formas. Hoje, Brasília Maria Costa Góis, 56 anos, luta para sobreviver na terra que lhe deu nome.

A técnica administrativa foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas na última quarta-feira (31/8) e aguarda uma transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a realização de hemodiálise. Na segunda (5/9), a filha de Brasília, Grazielle Góis, entrou com uma ação na Justiça e, agora, espera aflita por uma resposta da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

“Minha mãe está sem fazer xixi desde o dia em que foi levada para a UPA. Ela precisa urgentemente de um leito que ofereça essas sessões”, lamentou Grazielle. Segundo a família da paciente, Brasília fuma há mais de 30 anos e foi diagnosticada recentemente com a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Além disso, a técnica administrativa também é hipertensa e diabética.

 

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que Brasília está internada na sala vermelha da UPA e recebe atendimento com suporte semelhante ao de uma UTI, enquanto aguarda transferência para leito de terapia intensiva que atenda às necessidades de seu quadro clínico.

De acordo com a pasta, a paciente entrou na fila de regulação de leitos de UTI na sexta (3), e desde então, a Central de Regulação tem feito buscas ativas para atender a demanda. “Na manhã de terça-feira (6), a secretaria ampliou a busca por leito de UTI também na rede privada não contratada, seguindo a recomendação judicial que foi recebida”, completou o texto.

A secretaria  esclareceu ainda que Brasília será encaminhada à UTI “tão logo haja disponibilidade de vaga com as especificações necessárias”.

 

 

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