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O médico responsável pela cirurgia de lipoaspiração da diretora de uma escola particular que faleceu no domingo (18/9) classifica o caso como “imponderável” e afirma que a operação de Karla Castro se deu dentro da normalidade. A mulher mora no Maranhão (MA) e veio ao Distrito Federal somente para fazer a cirurgia, em uma clínica no Lago Sul. O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) vai investigar as circunstâncias da morte da paciente.

O cirurgião Lúcio Marques conversou com o Metrópoles e relatou que a operação ocorreu dentro da normalidade: “O local é habilitado e a rotina do procedimento foi cumprida sem problemas. Mas, no pós-operatório, a paciente apresentou uma intercorrência com anemia intensa”.

O profissional destacou que encaminhou a paciente a um hospital para que ela fosse internada. “Foram realizados exames para checar se havia alguma perfuração interna, mas nada foi constatado. Ela passou por uma reposição de sangue e foi colocada na UTI para que tomassem as medidas possíveis para evitar um agravamento do quadro. Infelizmente, a resposta não foi a esperada e ela veio a falecer”, explica.

O cirurgião disse que conhece a família da paciente. “Ela poderia até mesmo realizar o procedimento no Maranhão, onde mora. Mas quis vir até Brasília, pois familiares indicaram meu trabalho”, conta Marques. O médico ainda afirma que prestará esclarecimentos ao CRM e à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Sindicância
O CRM informou que vai abrir uma sindicância, mesmo sem denúncia formal:“Tudo será averiguado, inclusive se há ou não autorização, equipamentos necessários e profissionais”, esclareceu a assessoria do conselho.

Segundo a Administração Regional do Lago Sul, o Instituto de Cirurgias do Lago, onde Karla foi operada, possui licença de funcionamento emitida em 2012 e averbada em 2015, contendo todas as exigências em dia, conforme informações da Gerência de Licenciamento de Obras e Atividades Econômicas.

A Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) da Secretaria de Saúde afirma que vistoriou o ICL recentemente e não encontrou irregularidades. “O estabelecimento está apto para funcionamento e atende à legislação sanitária vigente. Além disso, existe um termo de compromisso assinado pela Divisa, pelo Ministério Público e pelo CRM autorizando esse tipo de procedimento na clínica”, detalha a assessoria do órgão.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil do DF não contava com registro de ocorrência do caso.

 

 

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