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O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) mobilizou a categoria para um ato público em frente à Secretaria de Educação do Distrito Federal nesta quinta-feira (16/3). A mobilização teve por objetivo pressionar o governo pela imediata revogação da circular que ameaça substituir os professores temporários que aderirem à greve da categoria.

Por volta das 10h45, cerca de 200 professores chegaram a ocupar o gabinete do secretário de Educação, Júlio Gregório. O grupo permaneceu no local até às 12h, quando tiveram a notícia de que a circular que vedava aos temporários a possibilidade de fazer greve seria revogada. “Ocupamos o gabinete do secretário para garantir a todos os professores o direito de greve”, afirmou o diretor do Sinpro, Claudio Antunes.

De acordo com a Secretaria de Educação,a polêmica circular foi revogada, e um novo texto deve ser publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nesta sexta (16/5). Até a publicação desta matéria, os técnicos da pasta ainda discutiam o teor do documento substituto.

“Podemos dizer que a nossa greve no DF teve uma adesão massiva”, disse o também diretor do sindicato Sinpro Cleber Ribeiro Soares. Ele destacou que o movimento da categoria hoje foi no sentido de garantir tratamento isonômico, quanto ao direito de greve, para educadores efetivos e temporários.

“A greve vai continuar por tempo indeterminado. A nossa avaliação sobre tudo isso é a de que o governo começa muito mal no processo de negociação”, considerou Cleber Soares. Caso o GDF não cancelasse a circular, diz o sindicalista, os diretores de escola seriam orientados a não cumprir a determinação, deixando de punir os temporários grevistas.

Em nota, o Governo do Distrito Federal destacou que tem mantido diálogo constante com os trabalhadores. No caso dos professores, alegou o GDF, foram realizadas seis reuniões com representantes do Sinpro somente em 2017. A última delas ocorreu em 7 de março, e uma nova está agendada para a próxima semana.

O governo informou ainda que cumprirá a Lei Geral de Greve aplicada ao serviço público, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, com regras que preveem corte de ponto e de vantagens nos dias de falta aos servidores que participarem de greves e paralisações. Tudo para que os serviços prestados à população não sejam ainda mais prejudicados.

Reunião cancelada
Também na manhã desta quinta, o governador Rodrigo Rollemberg jogou, mais uma vez, um banho de água fria nas pretensões dos policiais civis. Mobilizada, a categoria reivindica reajuste em seus vencimentos, com equiparação salarial aos valores pagos à Polícia Federal. De acordo com o sindicato da categoria (Sinpol-DF), os policiais brasilienses aguardam por uma negociação com o Executivo local desde o ano passado.

A reunião marcada para às 11h desta quinta-feira, na qual seria discutida a proposta com os deputados da Câmara Legislativa e representantes dos sindicatos de policiais civis, foi cancelada pelo Buriti. O comunicado chegou aos deputados na noite de quarta (15/3). O governo alega que não vai se sentar para discutir o assunto enquanto a Câmara Legislativa se recusar a votar os projetos que ali tramitam. Os distritais, por sua vez, obstruíram a pauta na tarde de quarta, dizendo que só retomariam as votações quando o GDF negociasse com os policiais civis.

Policial civil, o deputado Cláudio Abrantes (Rede) lamentou o posicionamento do governo. “Os deputados entraram em obstrução para pressionar o GDF a receber os policiais civis e, por isso, o Rollemberg cancelou o encontro. É muito ruim essa queda de braço. Estarei ao lado da categoria até que eles sejam recebidos e essa situação se resolva”, afirmou.

Em nota, o Sinpol comunicou que nesta quinta e sexta-feira (17), a diretoria do sindicato estará reunida, internamente, com as lideranças e com as bases da categoria, a fim de montar as estratégias de mobilização dos policiais civis para os próximos dias.

“Esclarecemos à sociedade que esta situação já vem sendo protelada há mais de um ano, por falta de uma postura proativa do Governo do Distrito Federal. O que queremos apenas é a solução de um impasse que já dura praticamente toda a gestão do atual governo, para, enfim, concentrarmos todo nosso esforço em prol do que sabemos fazer: retirar das ruas criminosos de alta periculosidade e mantê-los encarcerados em razão das provas robustas que colhemos por meio da atividade fim dos policiais civis, que é a investigação” diz trecho do texto.

 

 

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