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Depois de entrar com uma representação na Câmara Legislativa, a organização não governamental (ONG) Adote um Distrital protocolou, na tarde desta quinta-feira (22/9), um pedido junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para que os cinco deputados suspeitos de envolvimento no Bonde da Propina sejam afastados de seus mandatos parlamentares.

Os deputados foram alvos da Operação Drácon, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no dia 23 de agosto deste ano. São eles: a presidente afastada da Casa, Celina Leão (PPS); Raimundo Ribeiro (PPS); que era primeiro-secretário; Julio Cesar (PRB), segundo-secretário; Bispo Renato (PR), terceiro-secretário; além do deputado Cristiano Araújo (PSD). A ONG pede ainda o ajuizamento de ação de improbidade administrativa contra os cinco parlamentares. Celina, Julio Cesar, Bispo Renato e Raimundo Ribeiro foram afastados do comando da Casa após a operação.

Assim, em sede de improbidade administrativa, urge que o MPDFT adote as medidas necessárias para que os envolvidos Celina Leão Hizim Ferreira, Raimundo Ribeiro, Julio César, Cristiano Araújo e Renato Andrade sejam afastados do mandato parlamentar, tenham os bens bloqueados e sejam impedidos de entrar em contato com as testemunhas e de ingressar na sede da Câmara Legislativa e de outros órgãos públicos”, traz o documento.

Segundo Caleb Cerqueira, coordenador da ONG Adote um Distrital, o pedido de bloqueio de bens dos deputados é necessário porque a entidade acredita que, comprovadas as denúncias de suposto pagamento de propina em troca de liberação de emendas para a saúde, os deputados deverão ressarcir os cofres públicos. “Nós queremos que os danos que foram causados ao erário e à moralidade pública sejam ressarcidos”, declarou.

Relembre o caso
Os cinco deputados são os principais alvos da Drácon. Durante a operação, diversos mandados de busca e apreensão foram cumpridos e os parlamentares prestaram depoimentos. O pivô do escândalo é uma emenda de R$ 30 milhões para a saúde. Gravações feitas pela distrital Liliane Roriz (PTB) indicam suposto esquema de pagamento de propina para liberação dos recursos.

 

 

 

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