Lula participa de ato pró-Dilma em Brasília na manhã deste sábado

Ex-presidente participou, no estacionamento do ginásio Nilson Nelson, de manifestação em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele criticou Michel Temer e o desafiou a disputar a presidência da República em 2018

atualizado

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1 de 1 lula - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, acompanham neste sábado (16/4) uma manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao local por volta das 10h20. Ele foi recebido aos gritos de “Lula, guerreiro do povo”.

Por volta das 11h, Lula começou a falar. “Temos que conquistar metade dos votos. Parece bolsa de valores. Tem hora que o cara tá com a gente, tem hora que não tá”, destacou logo ao abrir o seu discurso. “O exemplo que vocês estão dando é de se aplaudir. Uma coisa é vir para Brasília para se manifestar e ficar em hotel. Outra é ficar acampada sem as condições ideais”.

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E atacou o vice-presidente Michel Temer (PMDB): “Para chegar à presidência, perdi três vezes. Se o Temer quer ser candidato, que não seja por golpe”.

Muito aplaudido, afirmou: “Faz apenas 31 anos de democracia e é o período mais longo de democracia. Parece que a elite não gosta muito de democracia”. E continuou: “Nós não vamos sair do Brasil, nos exilar. Vamos ficar e lutar. Não adianta carregar bandeira amarela e dizer que é mais brasileiro que nós. Se qualquer um desses cortar o dedo, quero saber se vai sair sangue amarelo. A nossa democracia aceita a diferença. A deles, não. Na deles, se o pobre sobe um degrau, incomoda”.

Num discurso que durou cerca de 15 minutos, Lula voltou a falar que o processo de impeachment é uma tentativa de golpe: “Não podemos habituar esse país a viver de golpe em golpe. Se for cassar político por falta de popularidade, ninguém fica no poder. Amanhã não podemos aceitar provocação. Somos trabalhadores. Baderneiro é quem quer derrubar a presidente.”

Após participar do evento, o ex-presidente entrou num carro e foi embora. Ele disse que ainda teria que conversar com três governadores na tentativa que o PT faz de pressionar a base aliada a votar contra a abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Dilma manda carta
A presidente Dilma deveria participar do evento, mas cancelou a visita. Ela quer dedicar o dia à consolidação de seus votos e, por isso, receberá, no Palácio da Alvorada, líderes de vários partidos, um a um. “A presidente achou que, neste momento, é mais importante ela receber os líderes e manter o radar para amanhã”, disse um interlocutor de Dilma.

Mas mandou um carta que foi lida logo após a chegada de Dilma: “Queridas amigas e amigos. Gostaria muito de estar com vocês nesse acampamento em defesa da democracia. Sei que vieram de todos os cantos do Brasil. Faço-me representar pelo querido ex-presidente Lula, que leva meu abraço e meu carinho a todos vocês”.

“Amanhã não estará apenas em jogo o mandato de uma presidente eleita. O que estará em jogo é o respeito às urnas e a vontade soberana do nosso povo”, diz outro trecho da carta.

Militantes do movimento estudantil, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de grupos camponeses são os mais presentes. O estudante Ederlane Silva, 29 anos, veio da Bahia para a manifestação. “Vim defender uma presidente mulher eleita legalmente pelo voto do povo. Não tem cabimento políticos corruptos julgarem ela”, afirma ele, que viajou 28 horas para chegar a Brasília.

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