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O estelionatário Jefferson Rodrigues Filho, que clonou o celular do governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB), é um velho conhecido da Polícia Civil. Ele foi preso sete vezes em cinco delegacias diferentes nos últimos três anos. Falsificação de documentos, adulteração de sinais identificadores de veículos, estelionato, receptação, ameaça e até Lei Maria da Penha constam na ficha criminal do falsário. Ele também aplicou um golpe de R$ 28 mil no Banco do Brasil ao fazer um empréstimo com documentos falsos.

Um dos golpes aplicados por Jefferson ocorreu no Detran, quando ele tentou usar um “laranja” para transferir um carro alugado, que pertencia a uma locadora de veículos. De acordo com a ocorrência policial a qual o Metrópoles teve acesso, o criminoso recrutou uma mulher, que estava em um bar na cidade de Samambaia. Jefferson ofereceu R$ 1 mil para que ela simulasse ser outra pessoa e  assinasse a documentação para a transferência do veículo.

Desconfiado, um servidor do Detran acabou acionando a polícia, que prendeu o casal em flagrante. O caso foi registrado na 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). Na DP, Mônica da Costa de Sousa confessou que havia sido contratada por Jefferson para usar documentos falsos e tentar transferir um veículo que não era dela para o nome de uma terceira pessoa (veja fotos).

 

O falsário foi preso pela primeira vez em 2013 e levado para a 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) pelo crime de ameaça. Em 2014, Jefferson foi novamente alvo de prisão por cometer estelionato. No ano passado, o criminoso foi detido outras três vezes: por adulteração de sinal identificador veicular, receptação de veículo furtado, por agredir uma mulher e ainda por uso de documento falso. Todos os casos foram registrados na 23ª DP, na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e na 5ª DP (Área Central). Neste ano, o estelionatário voltou a ser detido por uso de documentos falsos, desta vez na 21ª DP (Taguatinga Sul).

Clonagem de WhatsApp
Em matéria publicada pelo Metrópoles na sexta-feira (3/9), Jefferson confessou que clonou o celular do governador Rodrigo Rollemberg. Ele deu detalhes de como agiu na época em que se passou pelo chefe do Executivo local, contou que conseguiu fazer nomeações em nome de Rollemberg e ainda afirmou que uma certa quantia de dinheiro foi parar em sua conta e desapareceu em seguida, inexplicavelmente.

Em áudios e mensagens aos quais a reportagem teve acesso (ouça abaixo), Jefferson afirma que, em fevereiro do ano passado, descobriu o número de celular de Rollemberg. Com a informação em mãos, ele procurou a operadora Vivo para obter uma segunda via do chip vinculado ao número do governador. Para conseguir a liberação, chegou a apresentar uma falsa ocorrência de extravio. Sem grandes dificuldades, ele teve acesso ao chip duplicado e passou assim a visualizar e a interagir com os contatos do chefe do Executivo Local via WhatsApp. Trocou várias mensagens com integrantes do primeiro escalão do governo.

 

 

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