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As imagens que mostram Sandro Vieira, braço direito da deputada Celina Leão (PPS), e Alexandre Cerqueira, ligado ao deputado Bispo Renato (PR), retirando documentos dos gabinetes da Mesa Diretora da Câmara Legislativa reforçam a suspeita de que houve vazamento de informações antes da primeira fase da Operação Drácon ser deflagrada, em 23 de agosto deste ano.

Nas gravações obtidas pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), Cerqueira aparece carregando caixas e envelopes no sábado, 20 de agosto, às 10h30. Vieira foi à Câmara às 6h de 22 de agosto, na véspera da primeira fase. Os arquivos dos computadores de funcionários que atuavam na vice-presidência foram deletados quatro dias antes da operação.

Fotos, documentos, agendas. Tudo desapareceu das pastas que estavam compartilhadas na rede da Casa com a identificação do Gabinete 16, onde está lotada a deputada distrital Liliane Roriz (PTB), que denunciou o esquema de desvio de emendas ao MPDFT.

O alvo da Drácon é a antiga composição da Mesa Diretora, composta por cinco parlamentares: Celina Leão (PPS), presidente; Raimundo Ribeiro (PPS), primeiro-secretário; Julio Cesar (PRB), segundo-secretário; e Bispo Renato Andrade (PR), terceiro-secretário. Todos foram afastados por medida cautelar dos cargos da mesa pela Justiça.

Queixa-crime contra Chico Vigilante
Sandro Vieira chegou a ingressar com uma queixa-crime contra o deputado Chico Vigilante (PT). Foi o distrital que denunciou o servidor, no dia da Operação Drácon. Segundo o petista, ele foi procurado por um servidor que contou ter visto Vieira levando um computador da Casa.

 

 

 

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