Deputados distritais entregam carta de recomendação para transporte do DF, mas Ricardo Vale diz que documento não tem relevância
Documento foi lido durante CPI do Transporte, na Câmara Legislativa, na manhã desta terça (8/12). O petista Ricardo Vale se negou a assinar a carta e entregou um documento ponderando o material produzido pelos deputados
08/12/2015 11:30, atualizado 08/12/2015 15:49
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Perto de chegar ao fim, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte apresentou, na manhã desta terça-feira (8/12), uma carta de recomendação ao Governo do Distrito Federal (GDF) com oito sugestões para melhoria na área.
Ricardo Vale (PT), membro da comissão, porém, se recusou a assinar o documento. Ainda levou uma segunda carta questionando o material apresentado pelos distritais. Para ele, o conteúdo “não tem relevância alguma”. “Não me parece oportuno divulgar uma carta com recomendações de uma investigação inconclusa. Não se pode falar em irregularidade em conduta sem apontar todas as irregularidades”, afirmou. Vale ainda se recusou a assinar o documento.O presidente da CPI, Bispo Renato Andrade (PR), fez o contraponto. Segundo ele, os seis meses de investigação já trouxeram clareza suficiente para que as recomendações sejam passadas ao Executivo. “Entendemos que parte da apuração ainda está sendo feita, mas não podemos esperar o relatório final para o que sabemos ser passível do governo tomar medidas para melhorar a vida do passageiro e minimizar os dispêndios de gastos públicos que acirram a crise financeira do DF”, afirmou.
O distrital ressaltou, ainda, que o documento também cobra uma resposta do GDF. “Queremos receber, em 30 dias, um relatório que justifique o porquê do contrato não estar sendo firmado corretamente e precisamos também de um cronograma de implementação.”
Participaram da reunião os deputados Bispo Renato (PR), Rafael Prudente (PMDB), Raimundo Ribeiro (PSDB), relator da comissão, Sandra Faraj (SD) e Ricardo Vale (PT).A CPI investiga o processo de licitação de R$ 7,8 bilhões que colocou no DF o atual sistema de transporte. Cinco empresas venceram o certame e comandam o transporte da capital federal. O processo tem sido questionado na Justiça e é alvo de ações populares.


